“TODOS DE PÉ” – Regras

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“Todos de pé” é um divertido jogo filosófico que estimula alguns movimentos de pensamento crítico como a antecipação (pensar “à frente”), a previsão, a visualização de situações, argumentação, assim como a criação e cumprimentos de regras que ajudem ao cumprimento de tarefas e objectivos.

O objectivo do jogo é que todos os alunos se levantem do lugar e fiquem de pé. Começamos por lhes lhes apresentar três regras fundamentais do jogo (que nunca poderão ser quebradas):

Regra 0 – “Zero comunicação”. Não pode haver comunicação (oral ou gestual) entre os alunos.

Regra 1 – “Um de cada vez”. Só se pode levantar um aluno de cada vez.

Regra 2 – “Dois sentam-se todos”. Se dois ou mais alunos se levantarem ao mesmo tempo todos têm de se sentar.

Dificilmente os alunos conseguirão cumprir o jogo com estas três regras pelo que, após algumas tentativas propomos aos alunos o seguinte:

“Agora podem sugerir um outra regra que os ajude a cumprir o objectivo de ficarem todos de pé.”

É normal que os alunos sugiram regras simples como levantarem-se por filas, colunas e ordem alfabética. Mas a dificuldade começa depois quando lhes dissermos que não podem repetir as regras, tendo de criar novas. Aqui a sua criatividade começa a funcionar e podemos esperar as regras mais inusitadas: “alturas”; “aniversários”; “notas do último teste de matemática”; “cores das t-shirts, das mais claras para as mais escuras”; “os que ficam mais vezes de castigo”, etc.

Os momentos de sugestão, negociação e aprimoramento das regras são os momentos que queremos cultivar neste exercício pois é neles que os alunos terão de aplicar as competências críticas e atitudes dialógicas que nos interessa cultivar nestas sessões.

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Notícias Falsas?

Não é fácil saber em que acreditar. Em última análise dependeremos sempre do nosso discernimento, da nossa capacidade para encontrar as melhores razões, as provas mais fiáveis, perceber aquilo que melhor se adequa ao que já sabemos sobre a realidade, encontrar algumas pistas que levantem suspeitas sobre a credibilidade da fonte da notícia (erros ortográficos, por exemplo) etc.

E se, para isso, pudermos contar com a ajuda dos nossos amigos tanto melhor.

Exercício: Para cada uma destas notícias perguntamos aos nossos alunos se acham que é uma notícia falsa ou verdadeira, deixemos o diálogo rolar e depois decida-se por votação a escolha da maioria.

(por estranho que possa parecer as três primeiras são verdadeiras)

 

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As Regras do Verão

As crianças ainda são grandes inventores de sentidos. A verdade do que aconteceu ainda não é mais  importante que tentar tornar o que aconteceu tão interessante quanto possível. Não se trata tanto de saber o que aconteceu mas de criar o que aconteceu. Crianças inventam, adultos descobrem. É por isso que os livros de Shaun Tan, uma espécie de cruzamento entre Salvador Dali e Hieronymus Bosch encantam sobretudo os inventores, tanto crianças como adultos.

Criar sentidos é, então, o que podemos fazer com este livro que nos mostra uma série de regras, ou lições, que dois irmãos aprenderam durante as suas aventuras de verão. “O que aconteceu?”, “Porque não se deve deixar uma meia vermelha pendurada na corda da roupa?”, “Porque não se deve estragar um plano perfeito?”.

As aventuras e as lições vão-se tornando cada vez mais estranhas e, até, assustadoras. Este não é o livrinho infantil doce para crianças-bolha. É um livro para exploradores temerários. Por isso, use-o com cautela. Mas use-o. Leia-o.

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Re-Zoom

Lembram-se do Zoom, aquele livro sem palavras do ilustrador húngaro Istvan Banyai? Pois agora temos a sequela. Um pouco mais complexo logo mais desafiante para os nossos meninos que serão lançados numa exploração especulativa desde um desenho paleolítico (?) ao longo de 31 páginas belissimamente ilustradas até às luzes de um comboio, ou serão os olhos de uma fera na sua toca? Suspenda-se a verdade por uma horita e deixemos que a imaginação das nossas crianças tome conta da sessão: ” O que é isto?”, “O que vem a seguir?”, etc.

Ainda há um exemplar deste livro na livraria Salta-Folhinhas no Porto. Apressem-se!

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