As Ferramentas dos Filósofos

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Como um carpinteiro que afina ao longo dos anos o uso que dá às suas ferramentas (martelo, serrote, lixa, lima, etc.) também nós, filósofos, devemos ir praticando algumas das competências mais importantes que temos para fazermos o nosso ofício: pensar bem.

  1. Quais são as ferramentas dos filósofos?

Começa assim a nossa sessão de diálogo filosófico.
Entre as várias que os nossos alunos (já rodados nestas coisas da filosofia) poderão sugerir estão estas:

  • Fazer perguntas
  • Dar ideias
  • Criticar ideias
  • Apresentar razões
  • Distinguir conceitos
  • Dar exemplos
  • Encontrar contra-exemplos
  • Fazer comparações
  • Criar experiências mentais
  • etc.

2 . De seguida propomos um tema ou colocamos uma pergunta previamente preparada por nós ou pelos alunos.

3. O diálogo tem início normalmente com os alunos a passarem a palavra entre eles, mas com a variante de que o último a falar escolhe a ferramenta que o próximo terá de usar (“Quero que o Eduardo faça uma pergunta.” “Quero que a Graça dê um exemplo.” “O Zé deve apresentar um argumento.” etc.

Mais Ferramentas para Pensar aqui.

 

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Oficina de Pensamento Crítico em Gaia

Foto de Clube Filosófico do Porto.

Uma Oficina não é uma troca de opiniões, uma palestra ou uma verificação de conhecimento adquirido, mas antes a construção em conjunto de um processo de pensamento, através de um exame das suas falhas e limitações.

inscrições e informações:
Instituto Inkultu
geral@inkultu.pt
Alameda D.Pedro V, 43
Vila Nova de Gaia

Datas
(quintas-feira das 10h às 12h)
30/11
14/12
4/1
18/1
1/2
8/2
1/3
15/3
12/4
19/4
+
Caminhada Filosófica em data a combinar com o grupo

9 ANOS A PENSAR COM O OUTRO

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Em Novembro de 2008 realizámos o nosso 1º Café Filosófico. Foi no Clube Literário do Porto num domingo à tarde. Nove anos depois, também num domingo à tarde, juntámos umas dezenas de pessoas na Livraria Flâneur no nosso 342º Café Filosófico para falar sobre “O Outro”.

O tema não podia ser mais apropriado para quem, como nós, faz do pensar um exercício colectivo (como o futebol ou a construção de edifícios) e não uma actividade solitária (como a pesca ou o sudoku). Pensar com os outros é diferente de pensar sozinho pelo que, para o fazer bem, necessitamos de desenvolver um certo tipo de competências e atitudes cognitivas, emocionais e sociais, mas também um conjunto de dinâmicas e regras que afinem e potenciem essa relação intelectual e dialógica com os outros.

Os outros estão sempre presentes nos Cafés Filosóficos como o estão também numa palestra ou numa sala de aula. No entanto, ao contrário do que acontece nestas últimas, num Café Filosófico os outros não são os receptores passivos das ideias de um palestrante ou professor mas são, antes, modeladores activos das ideias e pensamentos uns dos outros. Num Café Filosófico procura-se a construção conjunta de um pensamento. Não a construção de um pensamento único, rígido ou final, mas de um pensamento múltiplo, dinâmico e em trânsito.

A atitude do “filósofo de café”, ou de um participante num Café Filosófico, não deve ser a de um filósofo-professor, mas sim a do bem mais socrático filósofo-aluno. Um filósofo professor vai para a aula/conferência com a lição bem estudada, com um plano mais ou menos rígido do que irá dizer aos seus alunos e de como o irá fazer. O filósofo-aluno, pelo contrário, não sabe nada disso. Não sabe que matéria será dada, que problemas irão surgir, como irá reagir a esses problemas, o que irá dizer, etc. Um aluno um pouco cábula, portanto. Não sabe, ainda, se as suas ideias serão tidas em conta ou, simplesmente, ignoradas pelo grupo.

Quem for a um Café Filosófico com a atitude professoral, sairá desapontado do Café Filosófico pois durante o processo ou as suas ideias, que levava para o diálogo como quem leva apontamentos para a aula, foram totalmente ignoradas pelo grupo (não interessavam ou eram desadequadas, ou simplesmente não teve oportunidade de as expressar), ou, pior ainda, foram totalmente reviradas, desmembradas, criticadas, rejeitadas, adulteradas por um processo que trata as ideias de cada um como meros elementos de um pensamento em construção (os tijolos de um edifício) e não como a grande ideia salvadora, a iluminação que todos devem escutar e seguir (o edifício todo).

Quem não se sente confortável com esta possibilidade de ver a sua ideia usada (e abusada) como apenas mais uma ideia entre muitas ideias, como simples material para que outras ideias possam surgir, como pretexto para continuarmos a pensar e não como A IDEIA finalizada que deve ser ouvida e aceite por todos, quem não se sentir confortável com isto, então não se sentirá confortável num Café Filosófico. Poderá até achar que o que se faz num Café Filosófico não é filosofia, o que pressupõe que essa pessoa sabe o que é a filosofia e como se deve fazer filosofia. Nós talvez não saibamos, ainda, o que é filosofia, nem como se faz. Mas procuramos saber e continuaremos a tentar. Por mais nove anos, pelo menos.

Abraços,

Rui André Lopes, Tiago Sousa e Tomás Magalhães Carneiro

 

 

 

“A Vénus de Ille”, de Próspero Merimée

Tema: Amor

1- O amor liberta ou prende?

2- Há amor sem ciúme?

3- Controlamos o amor ou o amor controla-nos?

4- Escolhemos quem amamos?

5- Escolhemos quem nos ama?

6- Qual a indiferença entre amor e paixão?

Tema: Ciúme

1- Faz sentido ter ciúmes?

2- Há ciúmes sem amor?

3- Quem não sente ciúmes é porque não ama. Concordas?

4- Controlamos o ciúme?

5- Qual a diferença entre ciúme e saudade?

Tema: Vingança

1- Quando é que a vingança é uma coisa boa? (ver Pensar o Impensável)

2- Vingar uma maldade é uma maldade?

3- Uma pessoa boa sente vontade de se vingar?

4- Qual a diferença entre vingar e fazer justiça?

“A Pata do Macaco”, de W.W.Jacobs

Tema: Destino

1- Podemos mudar o destino?

2- Existe o destino?

3- O que é o destino?

4- O que influencia mais o presente, o passado ou o futuro?

Tema: Sobrenatural/Cepticismo

1- O que é algo sobrenatural? (análise da palavra)

2- Existe algo sobrenatural?

3- É possível provar que existe ou não existe o sobrenatural?

4- Faz sentido acreditar no sobrenatutal?

5- Que explicações céticas (explicar) pode haver para o final da história?