INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO CRÍTICO

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Oficina de Introdução ao Pensamento Crítico – Pensar como um Filósofo

2,3 e 5 de maio

O Pensamento Crítico é uma disciplina que pretende desenvolver a nossa capacidade para compreender, avaliar e formular raciocínios e argumentos.

Neste curso iremos apresentar (teoria) e exercitar (prática) as ferramentas cognitivas básicas de um pensador crítico assim como as competências sociais e as virtudes intelectuais que nos permitem tomar decisões e formar crenças com base em juízos bem informados e fundamentados.

Estrutura do Curso

1ª Sessão (2 de maio)

A natureza do pensamento crítico

Análise crítica de raciocínios e argumentos

definição de argumento; premissas e conclusões; argumentos indutivos e dedutivos; pressupostos valorativos e factuais; mapas de argumentos

2ª Sessão (3 de maio)

Avaliação crítica de raciocínios e argumentos

reconhecimento de falácias; exemplos e contra-exemplos; definições; condições necessárias e suficientes; erros comuns em definições; a questão da verdade e da validade de premissas e argumentos; diferentes formas de refutar um argumento

3ª Sessão (5 de maio)

Virtudes intelectuais e competências sociais de Pensamento Crítico

hábitos e comportamentos propiciadores de Pensamento Crítico; vícios cognitivos comuns; o Diálogo como estratégia de superação desses vícios cognitivos

Formador: Tomás Magalhães Carneiro

Professor de Filosofia com Crianças no Colégio Novo da Maia

Fundador do Clube Filosófico do Porto

Formador na área da Filosofia Prática e do Pensamento Crítico

Página Pessoal: https://filosofiacritica.wordpress.com/

Mail: clubefilosoficodoporto@gmail.com

Local: Reitoria da Universidade do Porto

Inscrições: cultura@reit.up.pt

Datas: 2,3 e 5 de maio de 2017

Horários: 19h00 – 21h00

Valor: 80€

EL TRASERO DEL REY

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Ou “O Rabo do Rei” (como queiram) é uma divertida história escrita por Raquel Saiz e ilustrada por Evelyn Daviddi, que fará os nossos alunos rir às gargalhadas e pensar sobre a importância (ou não) de certas pessoas.

Para despertarmos os alunos no início desta sessão sugiro começarmos por um exercício de diálogo ao mesmo tempo rápido e movimentado, antes de passarmos à história e ao diálogo sobre a importância propriamente ditos.

  1. Dividir a sala em três espaços: direita centro e esquerda (ou amarelo, verde e azul, ou qualquer outra classificação que a sala permitir)
  2. Os alunos escolhem um dos três espaços de acordo com a resposta que derem aos seguintes dilemas. Uma das zonas está reservada para uma das respostas do dilema, outra para outra e o centro (ou o azul, etc.) para os indecisos ou os que não tiverem uma resposta.
  3. Utilizando elementos cénicos da história perguntamos qual deles é mais importante? Uma coroa ou uma alface? Um alfinete ou um garfo? Meias ou sapatos? Colchão ou Cama? Uma galinha ou um ovo?
  4. Os alunos vão para o lado da sala que estiver destinado à sua resposta e dão uma razão para a sua escolha. A zona do meio fica para aqueles que estiverem indecisos ou para os que tiverem ido para um dos lados apenas porque os seus amigos foram e sem terem uma razão para defender a sua escolha.

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Após este exercício lemos a história aos nossos alunos e, no final, colocamos as seguintes perguntas (usamos aqui os três tipos de perguntas sugerida por  Thomas Wartenberg: perguntas de interpretação, especulação e reflexão)

  1. O que é que o rei pôs na cabeça? (é sempre bom começarmos os nossos diálogos por uma pergunta de interpretação para chamar os alunos mais distraídos ou aqueles mais inseguros a participar).
  2. Por que é que os reis usam coroas? (alguns alunos já saberão que os reis usam coroa, mas não saberão porquê, pelo que esta é uma boa oportunidade para especularem sobre as causas desse hábito)
  3. Por que é que ninguém queria tocar no rabo do rei? (novamente uma pergunta de especulação que poderá lançar os alunos numa exploração das motivações e receios da psique humana)
  4. O rei é mais importante que as outras pessoas? (esta é uma boa pergunta de reflexão fechada – pede resposta “sim” ou “não” para iniciarmos uma reflexão sobre o conceito de “importância”)
  5. Esta poderá ser a última pergunta do nosso diálogo mas, consoante o nosso tempo e a maturidade do nosso grupo poderá ainda haver espaço para outras tais como: “O que faz com que uma pessoa seja importante?” ou “O que é ser importante?”
  6. Para uma sessão de continuidade podemos inventar uma história de um “rei muito importante. Tão importante, tão importante que não queria viver com alguém menos importante que ele. Assim, expulsou toda a gente do seu reino (uma ilha) e ficou a viver sozinho no seu palácio até ao fim dos seus dias. Na hora da sua morte pensou para consigo: “Ainda sou importante?”
  7. Este episódio levanta questões como: “Podemos ser importantes sozinhos?”; “Precisamos dos outros para ser importantes?”; “Somos importantes ou os outros é que nos acham importantes?”

 

Por vezes a direcção que alguns diálogos tomam podem levar os alunos a terem que reflectir sobre condições necessárias e suficientes para se ser rei. Encontrar condições necessárias e suficientes de conceitos é uma das tarefas a que os filósofos se dedicam. Tarefa que nem sempre é fácil como os nossos alunos irão descobrir.

Podemos, por exemplo, perguntar se “Um rei tem de usar coroa?”, ou se “Um rei sem coroa continua a ser rei?”. Com estas duas pergunta os alunos estarão a pensar sobre condições necessárias, ou seja se é preciso ter uma coroa para se ser rei.

Já se perguntarmos algo do género “Se qualquer pessoa usar uma coroa passa a ser rei?” estaremos a levar os nossos alunos a pensar sobre se  o simples facto de alguém usar uma coroa por si só garante, ou seja, é condição suficiente, para que essa pessoa passe a ser rei.

 

Bons diálogos!

CAFÉ FILOSÓFICO COSMOLÓGICO

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O mote do Café Filosófico será dado pela curta metragem de animação “Nós estamos aqui, Pálido Ponto Azul”, da autoria de Tânia Cunha, aluna de mestrado em Design da Imagem, da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

Esta curta metragem tem como objetivo despertar o interesse em pensamento crítico e ciência, mais concretamente Astronomia, no público em geral. Para tal, a animação explora visualmente o inspirador texto “Ponto Azul Claro”, escrito e narrado por Carl Sagan, acerca da fotografia do nosso planeta obtida pela sonda Voyager 2.

Café [Filosófico] Cosmológico
Planetário do Porto [mapa]
Quinta-feira, 13 abril, 2017
21:00

Entrada livre e gratuita, limitada à lotação da sala

No intervalo do Café Filosófico poderá participar na sessão “Mais Perto das Estrelas”.

Mais perto das Estrelas é uma atividade de observação astronómica, nas noites da 2ª quinta-feira de cada mês, no Planetário do Porto – Centro Ciência Viva.

No início desta sessão o público é convidado a assistir a uma breve demonstração no interior da cúpula do Planetário, onde se apresentará o céu que se poderá observar nessa noite.

No final desta apresentação o público desloca-se para o exterior do edifício, onde terá lugar, sempre que as condições meteorológicas permitirem, observação astronómica com telescópio.

WISHFULL THINKING

wishfull thinking

Para ser mais preciso a legenda devia ser assim:

“Se eu acreditar que P é falso vou sentir-me triste.

Não me quero sentir triste.

Logo acredito que P é verdadeiro.”

Em “Pensar de A a Z” do Nigel Warburton, o Vitor Guerreiro traduziu “Wishfull Thinking” por “Pensamento Mágico”.

Pensar de forma mágica é acreditar que apenas porque algo seria bom se fosse verdade então deve realmente ser verdade. Apesar de estranho, este tipo de raciocínio é extremamente comum. Isso pode dever-se a uma característica única dos seres humanos: a imaginação.

A capacidade que os seres humanos têm de pensar o que ainda não existe é uma capacidade fantástica que nos trouxe até ao estado actual da civilização. Sem ela nada poderia evoluir ou aperfeiçoar-se a não ser por acidente. A imaginação, sem dúvida alguma, é uma coisa boa. Mas também é através dela que se abre uma fenda por onde entra o wishful thinking. Queremos que as coisas melhorem, queremos que sejam como nós desejamos e começamos a iludir-nos, a pensar que isso certamente acontecerá, ou já aconteceu.

in Ferramentas para Pensar

O PROCESSO ARTÍSTICO E A ARTE DE VIVER: WORKSHOP

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Workshop com Lucie Antoniol
O PROCESSO ARTÍSTICO E A ARTE DE VIVER
Sábado, 8 de abril | 10h00 – 13h00 | Livraria Flâneur, Porto

“E se encarássemos a nossa vida da mesma forma que os artistas encaram os seus processos artísticos?”

E se rejeitássemos o fatalismo e a estrita obediência a ordens, regras, técnicas e aos “falsos dilemas (ou A ou B)”?
E se abraçássemos a liberdade de escolha e de exploração de caminhos alternativos, mesmo correndo o risco de falharmos?
E se pensássemos em formas de tirarmos vantagem de aparentes falhanços?
E se improvisássemos à maneira dos artistas?
Estes são alguns dos temas que iremos explorar neste curto workshop.

Os participantes serão desafiados a pensar intuitivamente e de forma material, procurando ir além do caminho mais conhecido da expressão verbal, abstrata, racional e argumentativa, movendo o corpo ou manipulando objetos. A partir daqui os participantes serão convidados a partilhar uns com os outros o conhecimento adquirido e a avaliar esse processo de forma crítica, à maneira socrática.

Apresentação da Formadora
A Lucie Antoniol encontra-se no Porto para uma curta estadia e o Clube Filosófico do Porto aproveitou para a desafiar a desenvolver este curto workshop na Livraria Flâneur. Felizmente aceitou!

A Lucie é autora, cantora de jazz e filósofa.
Nos últimos três anos tem trabalhado com outros artistas no “L´-Atelier”, um centro de expressão artística e criatividade em Ardennes, na zona rural da Bélgica, onde tem procurado conciliar a improvisação com a prática da filosofia.

Lucie encara a Filosofia num sentido bastante lato, incluindo o pensamento oriental e a sabedoria africana juntamente com a filosofia ocidental. No processo filosófico inclui várias formas de procurar a sabedoria: não apenas o discurso verbal e racional, mas também formas de prestar atenção ao tempo, ao espaço circundante assim como às experiências corporais.

Apesar de ter defendido um doutoramento em filosofia na tradição analítica ocidental sempre desejou assumir uma postura mais porosa entre departamentos de investigação, sobretudo entre processos artísticos e científicos, entre a ordem da descoberta e a ordem da criação, entre o estudo dos factos, da cultura e dos valores.

Livraria Flâneur
Rua Ribeiro de Sousa 225-229 | +351 916 961 281 | livraria@flaneur.pt
Sábado, 8 de abril (10h00 – 13h00)
Valor da inscrição: 15€
(mínimo de 6 participantes e máximo de 15)
Inscrições: clubefilosoficodoporto@gmail.com
(até 6 de abril às 15h00)

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