Tem (Não tem) que ver

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O que tem que ver um copo de plástico com uma folha de papel? Ambos dão para reciclar, ambos têm forma (apesar de não ser a mesma forma), ambos têm peso (idem), ambos ocupam espaço, ambos são mais ou menos translúcidos, etc. Estas foram algumas das ideias dos meus alunos.

Ligar ideias, comparar, distinguir, justificar, imaginar, pensar “ao lado” são algumas das “ferramentas” que os nossos alunos trabalham com este jogo pensado para ser trabalhado on-line (Zoom, Google Meets, etc.).

No início do jogo mostramos aos alunos um qualquer objecto (um copo, por exemplo). Depois enviamos os nossos alunos divididos em equipas (a opção “Salas Simultâneas” no Zoom permite-nos criar grupos mais pequenos) com o objectivo de encontrarem objectos que se relacionem (parecidos, semelhantes) com o nosso objecto, mas que NÃO PERTENÇAM À MESMA FAMÍLIA (recipientes) NEM TENHAM A MESMA FUNÇÃO (beber). Estas regras obrigam-nos a pensar fora daquelas semelhanças mais fáceis e a irem a critérios de semelhança mais longínquos e, também, mais divertidos.

Uma extensão interessante deste é exercício é usar a “ferramenta mental” contrária àquela que usamos para encontrar semelhanças: a distinção. Depois de terem uma série de objectos semelhantes (e depois de ouvirmos os seus critérios de semelhança – o que verdadeiramente importa neste exercício, como já devem ter percebido é a capacidade dos nossos alunos de justificarem os critérios de semelhança ou dissemelhança mais insuspeitos e criativos) lançamos os nossos alunos numa busca pelo objecto que “menos tem que ver” com o copo.

Divirtam-se a pensar.

Dangle

 

dangle

Dangle (Pendurado) é uma curta metragem do realizador americano Phil Traill que nos mostra um homem que num descampado encontrou um cabo pendurado do céu e que lhe confere alguns poderes. No entanto algumas coisas estranhas acontecem quando as consequências do que faz lhe fogem do controlo.

Um filme que nos pode fazer pensar sobre os limites da nossa responsabilidade.

– O homem foi responsável pelo que aconteceu?

– Somos responsáveis pelas consequências de tudo o que fazemos?

Bebe

Um rapaz bebe um estranho líquido verde e de dentro dele saem uma multidão de pessoas diferentes. Uma animação estranha (perturbadora?) que nos põe a pensar sobre quem somos, quantos somos, quantos podemos ser e se podemos ou queremos saber isso tudo. Se fosses a rapariga no fim do filme, bebias o líquido verde?

“De que fala esta história?” Pode ser a nossa pergunta que dá início à nossa exploração com os nossos alunos e a partir daqui é com eles.

Mas também podemos querer conduzir a sessão para o interessante tema da Identidade Pessoal (“Somos mais que uma pessoa ao longo da vida?”), ou a questão que já interessava os filósofos estóicos há cerca de 2000 anos atrás, de saber quantas personalidades, ou papéis (em grego prósopa e em latim persona) cabem dentro de uma pessoa? Daqui o diálogo pode evoluir para saber “Se somos mais que uma pessoa ao mesmo tempo? Ou se somos mais que uma pessoa sucessivamente ao longo da vida? Se formos mais que uma pessoa ao mesmo tempo, a pessoa boa deve ser responsabilizada pelo que faz a pessoa má?, etc.

 

 

E se…então!

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Um jogo de perguntas e respostas, e mais perguntas e mais respostas e mais… até ficarmos sem fôlego.

Primeiro fazemos uma pergunta começada com “E se fosses invisível?” Depois algum alunos avança com uma resposta a essa pergunta. “Então ia logo assaltar um banco.” Depois outro aluno questiona essa resposta. “E se fosses apanhado?” Agora é a vez de outro aluno avançar outra resposta. “Então dizia que era a brincar e devolvia o dinheiro.” E nova pergunta. “E se não te desculpassem?”, etc., etc., etc.

Esta é uma divertida forma de irmos percebendo onde as perguntas e as respostas podem levar o pensamento. Por vezes a sítios e descobertas bem interessantes. Experimenta.

Este é mais um divertido jogo criado pela fantástica equipa da Dialogue Works!

O Bom País (virtual)

Um bom exercício para este tema (nacionalidades virtuais) seria pedir aos alunos que fizessem uma lista de “10 coisas boas” e “10 coisas más” de serem cidadãos de um “país virtual”. O grande efeito deste exercício é pôr os alunos a pensar sobre o que consiste em ser cidadão de um país. Direitos e deveres (alguns possíveis num país virtual, outros não), liberdades e garantias (idem), formas de organização política (ibidem), etc.

Pedir aos nossos alunos para pensarem sobre um cenário hipotético é sempre uma excelente maneira de os pôr a pensar sobre o mundo real. Ver aqui.

Algumas questões que podem dar início a bons diálogos sobre este tema:

Pode o “Bom País” ser um país?

O que é um país?

Podemos escolher ser cidadãos de um país sem território?

Quais as vantagens de um “país virtual” como este?

As leis precisam de um território para serem aplicadas? O exemplo das “leis religiosas” parece mostrar que não.

Como é que um país virtual iria obrigar os seus cidadãos a cumprir as suas regras (pagar os impostos, etc.)

Qual o sistema político ideal para este país? (ditadura?; democracia?; algoritmocracia?; etc.?)

Quem seriam os seus cidadãos? Pessoas reais? Avatares? Contas de email?

Que recursos teria esse país? Sem território como é que produziria riqueza?