Filosofia Crítica

"Levar a filosofia às pessoas, levar as pessoas a filosofar." tiomas@yahoo.com

WORKSHOP DE PENSAMENTO CRÍTICO NO IPCA

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Maratona de Pensamento Crítico na próxima quinta-feira no IPCA – Barcelos.

CAFÉ FILOSÓFICO-COSMOLÓGICO

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Esta quinta-feira no Planetário do Porto

DIÁLOGO DO HENRIQUE SOBRE GRAVIDADE

Isto deve ser o mais próximo que podemos chegar da inocência e inventividade das perguntas dos primeiros Filósofos. Mais que com o Homem (preocupação sobretudo socrática) os pré-socráticos queriam saber acerca do Cosmos e das “coisas” do mundo. Como eles, também o Henrique e os seus colegas do 3º ano se preocupam com aquilo que os rodeia e surpreende e, como os pré-socráticos também eles fazem perguntas e arriscam hipóteses mais ou menos estranhas para procurar saber as respostas. Este é o espírito vital que anima a ciência e a filosofia e que ainda está bem vivo nas mentes das nossas crianças, até alguém o matar.

A Filosofia procura perpetuar esse espírito vital incentivando nas crianças o fazer perguntas e não ficar à espera das respostas mas ir à procura delas como os primeiros pensadores o faziam e os verdadeiros pensadores ainda o fazem: inventando, pensando, criticando, corrigindo, exemplificando, testando, etc. Estes são os sinais de que o tal espírito vital está vivo num Ser Humano e é isso mesmo que o Henrique e os seus amigos pré-socráticos do 3º ano nos irão provar no próximo Diálogo sobre a “Gravidade”.. 

(perguntas do Henrique)
1 – O que é que a gravidade faz?

2 – Para que é que a gravidade existe?

3 – Há gravidade noutros planetas? (como o podemos provar?)

4 – Há gravidade no espaço? (como é que o podemos provar?

5 – Por que é que quando estamos dentro de água subimos e quando estamos fora descemos?

6 – O que é a gravidade?

7 – O que aconteceria se não houvesse gravidade no mundo?

8 – Como correu o Diálogo?

Muitos professores (de ciências e não só) estarão agora de cabelos em pé pois acreditam que é o papel de qualquer professor ou adulto responsável fornecer às crianças as respostas a estas perguntas que a ciência já terá respondido. E aqui começamos a perceber como o espírito vital da ciência e da filosofia começa a ser morto. Quando em vez de aventuras, explorações, erros, frustrações, gargalhadas e lágrimas até, o que damos às nossas crianças são respostas, pontos finais no verso de uma página do Manual de Estudo do Meio. 

Diálogo sobre a Segregação

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link para a notícia na foto

Saber por que existe e se deve existir racismo e segregação é algo que importa aos nossos alunos. Esta notícia do jornal Público é um bom estímulo para um diálogo sobre estes temas.

De uma forma geral as opiniões dos nossos alunos sobre este tema já estão cimentadas pelo “politicamente correcto” que condena o racismo. Esta visão única e partilhada por quase todos leva a que o Diálogo não ganhe a vida e a força que a oposição de ideias lhe traz e se torne num mero exercício de debitar frases feitas, pouco pensadas, para agrado do professor e colegas.

Se isso acontecer o professor pode querer “passar por cima” da questão do racismo (sem dúvida alguma presente nesta notícia) e dirigir para outro tema forte: a segregação (uma forma ardilosa de encarar alguns dos problemas subjacentes ao racismo). Mudando a fonte da segregação da raça para o comportamento de alguns alunos estaremos a discutir sobre temas aos quais podemos querer regressar, talvez noutra sessão, intrinsecamente ligados ao racismo (favorecimento, causas, consequências, meio ambiente, etc.)

As duas perguntas que se seguem dão para estimular um bom diálogo fazendo surgir ideias opostas, diferentes e complementares por parte dos nossos alunos em torno do conceito de Segregação:

1 – As escolas deviam ter turmas de “alunos bem comportados” e de “alunos mal comportados”?

2 – Imagina uma escola com essas duas turmas e só com dois professores: um Bom (que sabe muita coisa, preocupa-se e ensina os seus alunos) e um Mau (sabe pouca coisa,prepara mal as aulas e preocupa-se pouco com os seus alunos). Para que turma deve ir o professor BOM?

Estas questões deverão levar os alunos a abordar conceitos como o “mérito” (os alunos bons merecem mais o Bom professor), a “vontade” (os alunos maus têm de querer ser melhores), a “boa e a má influência”, o “empenho”, as “causas do bom e do mau comportamento”, etc.

WORKSHOP DE PENSAMENTO CRÍTICO COM TIM KENYON

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Workshop de Pensamento Crítico com Tim Kenyon

(Professor, Associate Dean of Arts, Universidade de Waterloo)

Web: http://watarts.uwaterloo.ca/~tkenyon/research.html

Aproveitando a estadia em “ano sabático” do Professor Tim Kenyon na Universidade do Porto, o Instituto de Filosofia e o Clube Filosófico do Porto organizam um WORKSHOP DE PENSAMENTO CRÍTICO nos dias 6 e 13 de Fevereiro (18h30 – 20h30) no edifício da Reitoria da UP.

As sessões serão em inglês com tradução simultânea para português.

Sessão 1(6 de fevereiro): O que é o Pensamento Crítico, e como é que toda a gente o ensina se é assim tão difícil?

Praticamente todos os cursos, planos educativos e objetivos curriculares sublinham a importância de ensinar Pensamento Crítico. A maioria afirma já o estar a fazer. Que tipo de coisa pode ser tão universalmente ensinado com tão pouca sobreposição de conteúdos ou métodos.

Nesta primeira sessão iremos discutir as competências básicas e os resultados desejados no ensino do Pensamento Crítico.

Sessão 2 (13 de fevereiro): Virtudes intelectuais e competências sociais enquanto estratégias de Pensamento Crítico.

Se identificarmos alguns elementos comuns às várias competências de Pensamento Crítico como os poderemos isolar e aperfeiçoar num contexto de sala de aula?

Nesta sessão iremos sugerir e comparar alguns métodos de ensino que cultivam os fundamentos sociais, emocionais e intelectuais das competências e hábitos de Pensamento Crítico.

Informações e Inscrições

cultura@reit.up.pt

80€ (com 10% desconto para membros da U.Porto)

Filosofia com Crianças_Contradições e Flexibilidade Mental

c13211d57ca1a49313ffc95b215e6825_jpg_290x478_upscale_q90 Os objetivos que deste exercício são habituar os alunos a detetar e evitar contradições e a tornarem-se mais mentalmente flexíveis.

Encontrar contradições é uma competência filosófica fundamental. Uma contradição é uma impossibilidade (ou falsidade) lógica, assim ao detetarmos uma contradição sabemos que algo está mal no raciocínio que a apresenta. Se uma das duas frases (proposições) contraditórias for verdadeira a outra terá de ser falsa. Defender que as duas são verdadeiras é uma contradição, um absurdo lógico.

Muitas vezes, durante os diálogos, os nossos alunos entram em contradição ou não chegam sequer a detetar contradições nos raciocínios dos seus colegas. Normalmente as contradições surgem espontâneamente num diálogo e pode não ser pertinente o professor parar a sua dinâmica para chamar a atenção dos alunos para esse pormenor (que é, na verdade, um “pormaior”) pelo que, muitas vezes, elas passam incólumes ao escrutíneo dos colegas. Como tal o professor, como um estratega militar que deve ser capaz de antecipar os movimentos do inimigo, por vezes poderá tentar preparar terreno e preparar exercícios que antecipem algumas contradições nas intervenções dos seus alunos por forma a, subtilmente, chamar a atenção para elas.

O exercício seguinte consiste numa “bateria de perguntas” que deverá suscitar algumas intervenções contraditórias em alguns dos nossos alunos (este exercício está pensado para alunos do 1º ciclo):

1 – Preparar os alunos para o diálogo apresentando o tema, neste caso os “Super-Heróis”, e relembrando (ou apresentando) as regras e os sinais para dialogar. (ver aqui)

2 – Escrever, ou projetar, uma pergunta de cada vez.

a) Os super-heróis existem? 

b) As pessoas podem ser super-heróis?

c) Os nossos pais são super-heróis?

3 – Quando surgir uma contradição num par de respostas de um aluno o professor não a deverá assinalar mas, antes, perguntar aos alunos se “alguém deteta algo errado neste raciocínio?” e deixar o alunos descobrirem por si.

As contradições tendem a surgir entre as perguntas a) e b) e, depois, entre as perguntas b) e c). Por exemplo, quando em a) algum aluno defende que os super-heróis não existem e, logo a seguir, em b) defende que algumas pessoas, como os bombeiros ou os polícias, podem ser super-heróis.

Nota: É possível “superar” uma contradição indicando que se está a utilizar diferentes significados para os termos utilizados. Neste caso o conceito de “super-herói” numa resposta pode ser de “alguém com super-poderes” e noutra poderá ser de “alguém que salva outras pessoas” ou “gosta muito de nós”. De qualquer forma devemos deixar que sejam os alunos a descobrir essa forma de sair da contradição e assim, ao encontrarem outros significados para a mesma palavra, “super-herói” (provavelmente só conheciam um) estarão a aprofundar, ou “esticar”, os conceitos em análise, cumprindo assim outro objetivo importante deste exercício: o cultivo da flexibilidade mental.

252º CAFÉ FILOSÓFICO_MOONWALK

Numa noite fria e calma juntaram-se 8 pessoas no Planetário do Porto a ver este pequeno filme:

“Qual a metáfora subjacente?” – perguntou-se No fim do Diálogo não conseguimos decidir entre estas duas hipóteses (4 para cada lado) Hipótese 1 – A dimensão da nossa insignificância. Hipótese 2 – O absurdo de qualquer propósito. Ajude-nos a decidir. Qual é, para si, a metáfora subjacente a este filme? Screenshot 2014-12-11 23.44.35

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