A FILOSOFIA PERMITE ATINGIR A EXCELÊNCIA?

Duas de letra.jpg

Foi em torno desta pergunta que decorreu o nosso 317º Café Filosófico, ontem no Duas de Letra, a nossa “casa da filosofia” todas as primeiras sexta-feiras do mês.

Claro que o conceito de “excelência” foi imediatamente problematizado. Estamos a falar de quê quando falamos de excelência? Há vários tipos de excelência? Qual desse tipos de excelência a Filosofia permite atingir?

Numa sessão cheia de gente nova (que refrescante quando isso acontece!), inclusive a Inês que foi minha aluna com 14 anos e agora já tem um curso superior (que gratificante quando isso acontece!), encontrámos pelo menos três conceitos os distintos para o termo “excelência”.  A “excelência absoluta”, representado por um 20 a Matemática, a “excelência relativa”, como alguém sem qualquer deficiência ser campeão nos jogos para-olímpicos, e a “excelência humana”, representado por condições existenciais supremas num ser humano.

Mais à frente atingimos outra distinção conceptual, entre o conceito de excelência enquanto um “processo” (um filósofo que faça as melhores perguntas e seja capaz dos melhores raciocínios) e excelência em “acto” (um filósofo que chegue a uma prova irrefutável da existência de Deus, por exemplo). Problematizou-se estas duas possibilidades e dois dos participantes, um casal com uns 20 anos, deram-nos esta imagem final para as conclusões a que chegaram: “a excelência é como um motor que nos impele a agir e a pensar. No entanto movimenta-mo-nos no escuro, sem saber para onde nos devemos deslocar. A Filosofia seria como que o nosso guia que nos faria escolher para onde ir.”

Talvez a Filosofia nos permita caminhar no sentido da excelência, sem nunca a podermos alcançar. Ou talvez seja essa toda a excelência possível.

Como sempre, saímos da pergunta inicial para tentar compreender melhor os seus termos e, no fim, voltamos à pergunta sem saber se lhe respondemos ou não. É isto a Filosofia!

Meta-Diálogo

No fim de cada sessão dedicamos algum tempo a falar sobre o próprio Café Filosófico, e não já sobre o tema do Café Filosófico. Chamamos a este momento o meta-diálogo.
A propósito do que o nosso amigo Lucas sublinhou no final lembrei-me desta passagem da “Nobreza de Espírito” do Rob Riemen:

“São as palavras que nos dão vida. Quando as palavras perdem o significado, a nossa vida também se torna algo sem sentido e definha como uma árvore cujas raízes morreram.”

 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s