O NORMAL BOMBISTA SUICIDA

“Um bombista suicida é uma pessoa normal?”

Esta é a pergunta que dá início ao nosso diálogo e que nos permitirá pensar sobre questões como a relatividade ou universalidade do Bem e do Mal, a definição de “normalidade”, a questão de se pessoas normais podem ter crenças e ideias más, etc.

A estrutura do exercício (uma proposta) permitirá ainda aos nossos alunos terem a percepção de como um bom diálogo pode influenciar ou, até mesmo, alterar radicalmente as nossas crenças. É importante que os alunos tenham essa noção de que a flexibilidade (no sentido de estarmos abertos à possibilidade de sermos influenciados pelas ideias e argumentos dos outros) é algo desejável num diálogo filosófico. Esta última ideia abre caminho a uma última questão que podemos deixar para outra sessão – ver ponto 7.

  1. Pesquisar no Google e mostrar aos alunos algumas notícias de recentes atentados suicidas (infelizmente é fácil encontrar essas notícias).
  2. Fazer uma primeira votação sobre a pergunta inicial:”Um bombista suicida é uma pessoa normal?”
  3. Encontrar a percentagem de alunos que respondem “Sim” e “Não” à pergunta inicial feita no início da aula (esta é uma tarefa que alguns alunos mais dados à matemática farão de bom grado por nós).
    Exemplos reais com duas turmas do 6º e 7º anos do Colégio Novo da MaiaRespostas do 7ºA no início da aula de Filosofia
    Sim – 53%
    Não – 47%

    Respostas do 6ºA no início da aula de Filosofia
    Sim: 13,2%
    Não: 86,8%

  4. Abrir o diálogo onde os alunos apresentam as suas razões para terem votado “Sim” ou “Não”. Registar no quadro as razões, argumentos, críticas, exemplos e contra-exemplos que acharmos importantes.
  5. Fazer uma segunda votação à pergunta inicial e registar no quadro as percentagens.Respostas do 7ºA no final da aula de Filosofia
    Sim – 31%
    Não – 5%
    “Nim” – 57%
    Respostas do 6ºA no final da aula de Filosofia

    Sim: 13,2%
    Não: 6,6%
    “Sim e Não”: 80,2%

    Note-se como nestas duas turmas as posições finais dos alunos sofreram ligeiras alterações com mais alunos a defenderem posições menos rígidas e dogmáticas. Em alguns destes casos o diálogo serviu para abrir algumas brechas de “dúvida” que, espero eu, servirão para uma maior abertura em diálogos futuros sobre este tema.

  6. Comentários finais dos alunos às mudanças ocorridas durante o diálogo.
    Tendo em conta este resultado final (esperado) do diálogo faz sentido colocar uma última questão aos nossos alunos que pode ser abordada numa outra aula:
  7. “Pelo diálogo podemos fazer um extremista candidato a bombista suicida mudar de ideias?”

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