CONHECIMENTO I

Com este exercício propomos aos nossos alunos uma reflexão sobre o que é conhecer alguma coisa, pensando também sobre duas diferentes formas de conhecer (por contacto e por inferência).

De forma aleatória colamos no quadro as peças de um pequeno puzzle infantil (9/12 peças) ao qual retiramos uma das peças que deixamos na caixa do puzzle, sem que os alunos vejam.

Pergunta 1: “Como podemos saber se estão aqui as peças todas?” Esperar que os alunos sugiram e construam o puzzle para verificarem se falta alguma peça.

Pergunta 2: “E agora, podemos saber com certeza se estão as peças todas?”

O problema aqui está em saber se podemos ter a certeza da existência de algo que não vemos.

Abanamos a caixa e o barulho da peça em falta aumentará a convicção de alguns alunos de que a peça estará dentro da caixa. Outros alunos desconfiarão de algum truque do professor e duvidarão da existência dessa peça.

Pergunta 3: “Podemos saber o que está dentro da caixa sem abrir a caixa?”

Alguns alunos responderão que sim, que podemos saber, inclusivamente, como a peça é, desenhando o contorno que falta no puzzle. Outros, mais cépticos, dirão que não podemos saber o que está dentro da caixa, apesar de todos os indícios nesse sentido.

Pergunta 4 – “Sabemos o que está dentro da caixa da mesma forma que sabemos o que está fora (as peças do puzzle)?

Neste momento os alunos perceberão a diferença entre conhecer algo por contacto, olhando para as peças do puzzle, e por inferência, deduzindo a existência de uma peça que não vemos a partir da existência de outras peças que vemos e que formam um conjunto incompleto de peças.

Pergunta 5 – “O que está dentro da caixa? A última peça do puzzle ou outra coisa?”

Aqui os alunos deverão dividir-se entre os que arriscam que dentro da caixa está a peça, os que dizem que está outra coisa qualquer e os que dizem que não têm como saber. Após uma votação de braços no ar abrimos a caixa e mostramos a peça em falta.

Pergunta 6 – “Os aluno que acertaram sabiam que estava lá a peça?”

Aqui alguns alunos dirão que como acertaram sabiam o que estava lá dentro, outros dirão que mesmo acertando não sabiam que estava lá a peça pois não podiam saber com certeza até abrirem a caixa pois, de facto, esta podia não estar lá.

Nesta altura podemos colocar algumas perguntas:

Pergunta 7 – “O que é saber alguma coisa?”

Pergunta 8 – “Para saber alguma coisa é preciso ter certeza?”

No final da sessão, em jeito de síntese e de preparação da sessão seguinte devemos colocar a seguinte pergunta:

Pergunta 9 – “Podemos conhecer alguma coisa com certeza?”

Alguns alunos responderão que podemos saber com certeza aquilo que vemos, ouvimos, sentimos, etc. E esta será a deixa para a nossa próxima sessão (em preparação) sobre a falibilidade do conhecimento por contacto.

 

 

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