SE EU FOSSE MUITO ALTO_Filosofia com Crianças

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Este é um exercício filosófico pensado para os nossos alunos mais novos (4_6 anos) que lhes permite a exploração de hipóteses e de cenários mais ou menos irrealistas. Também dá aos alunos a oportunidade de se movimentarem pela sala de forma a que percebam que as razões que vão apresentando não são meras palavras abstractas sem qualquer efeito real no mundo mas que aquilo que dizem e defendem pode ter implicações concretas, neste caso permite-lhes que ocupem um determinado lugar na sala.

O pensamento hipotético (Se…) é uma ferramenta muito importante do filósofo pelo que importa começar a cultivá-la desde muito cedo. Uma hipótese permite-nos explorar as nossas ideias, fazer previsões para o futuro, pensar em cenários possíveis, tomar decisões, etc. É a hipótese que nos faz sair da segurança do pensamento factual, imediato e concreto e nos leva até às franjas do pensamento inseguro, inexacto e nebuloso. Arriscar uma hipótese é, verdadeiramente “ousar pensar”.

Como

1. Começamos este exercício com um “aquecimento filosófico”.

Assinalamos dois locais na sala para onde os alunos devem dirigir-se após escolherem uma das opções que lhes damos. Os alunos devem escolher à vez, individualmente, e não em grupo para evitar que os alunos escolham em função dos amigos, tenham tempo para decidir e o façam em função das razões que ouvem e dão para essas escolhas.

2. Era melhor ser uma Flor ou uma Árvore? (para a direita Flor, para a esquerda Àrvore).

Antes de se mudarem para o local indicado os alunos devem avançar uma razão. As razões devem ser sempre diferentes das anteriores.

3. Dependendo do número de alunos ou do tempo que temos para a sessão podemos avançar outras alternativas como: Lápis/Caneta; Escola/Circo; Borboleta/Caracol; etc.)

4. Por fim pedimos que escolham entre ser MUITO ALTO/muito baixo e repetimos o processo.

5. Leitura do conto “Se eu fosse muito alto” de António Mota.

6. De seguida pedimos que avancem as suas hipóteses sobre como seria se fossem Muito Baixos.

7. Ouvimos e registamos as várias ideias e, no fim, pedimos que os alunos ilustrem num desenho a ideia que gostaram mais (não o devem anunciar ao grupo antes de fazerem o desenho, mais uma vez para evitar efeitos de contágio).

8. No fim faz-se uma exposição dos desenhos com os alunos a explicarem quais as suas escolhas. Também pode ser interessante fazer um pequeno livro com os desenhos e respectivas legendas (hipóteses).

Algumas hipóteses que surgiram numa sessão recente com uma das minhas turmas do pré-escolar do Colégio Novo da Maia:

“Se eu fosse muito pequeno:

  • escondia-me da chuva num buraco numa árvore
  • via o céu muito alto
  • ajudava as pessoas que não se conseguiam baixar a apanhar coisas do chão
  • escondia-me num ninho de pássaro

 

 

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