QUAIS AS TUAS FONTES?

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Porquê

Saber criticar as fontes onde vamos buscar informação é uma capacidade fundamental de qualquer Pensador Crítico. Uma certa dose de cepticismo saudável é a receita ideal para lidarmos com os gigabytes de notícias, posts, comentários, reportagens, ideias, boatos, etc. com que todos os dias somos confrontados.

Para este exercício dirigi-me à tabacaria mais próxima e comprei, não sem algum embaraço, uma revista de Astrologia (astrotarologia, para ser mais preciso), um jornal diário e uma revista de divulgação científica. Este estranho cacharolete informativo encontra-se agora sobre a minha mesa do café.

O objectivo é levar os alunos a reflectir criticamente sobre o âmbito e os limites de cada uma delas enquanto fonte de informação.

Este exercício deverá estender-se por três sessões.

Como

1ª Sessão: Para começarmos a aula de forma divertida começamos pela leitura das previsões astrológicas de 2016 para os vários signos (só os dos alunos).

1 – Devemos acreditar nas previsões astrológicas?

– Cada aluno responde por escrito.

– Curto Diálogo.

– Escrevemos uma resposta no quadro.

– Curto Diálogo crítico sobre esta resposta.

– Escrevemos uma segunda resposta diferente da primeira.

– Comparação das duas respostas (em que são diferentes/semelhantes?)

Ao comparar as duas respostas, procurando as suas diferenças e semelhanças, iremos encontrar diferentes critérios críticos quanto à qualidade desta fonte de informação. Devemos registar esses critérios e guardá-los para comparar com os encontrados nas sessões seguintes.

– Repete-se o processo mais algumas vezes.

 

2ª Sessão: Nesta sessão devemos escolher para leitura um pequeno excerto de uma qualquer revista científica conceituada que contenha uma previsão. Neste caso retirei da revista National Geographic de Janeiro de 2016 um artigo que prevê um drástico aquecimento e degelo no Ártico até 2040. Trata-se, portanto, de uma previsão científica.

1 – Devemos acreditar nas previsões da ciência?

(repetição do exercício descrito em cima)

 

3ª Sessão: Para esta última sessão, pela sua pertinência para o tema deste exercício, recorrermos a um artigo no jornal Público de 4/1/2016 sobre a interferência que alguns governos da europa (Polónia e Hungria) estão a procurar ter nos meios de comunicação  dos seus países.

Esta leitura serve para lançar aos nossos alunos alguns elementos críticos essenciais para uma reflexão séria sobre o papel e os limites dos orgãos de comunicação sociais, nomeadamente a questão de saber quem controla esses mesmos meios de comunicação.

1 – Devemos acreditar no que nos dizem os jornais (televisões, rádios, etc).

(repetição do exercício descrito em cima)

Aqui poderá ler um interessante artigo sobre como ensinar os alunos a detectarem notícias falsas.

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