DIÁLOGO DO HENRIQUE SOBRE GRAVIDADE

ou “Como (não) matar o Pensamento”

Este tipo de Diálogo (criado, moderado e totalmente dependente das ideias das crianças) deve ser o mais próximo que podemos chegar da inocência e inventividade das preocupações e perguntas dos primeiros Filósofos. Mais que com o Homem (preocupação sobretudo socrática) os pré-socráticos queriam saber acerca do Cosmos e das “coisas” do mundo.

Como eles, também o Henrique e os seus colegas do 3º ano se preocupam com aquilo que os rodeia e surpreende e, como os pré-socráticos também eles fazem perguntas e arriscam hipóteses mais ou menos estranhas para procurar saber as respostas. É este o espírito vital que anima a ciência e a filosofia e que ainda está bem vivo nas mentes das nossas crianças, até alguém o matar.

A Filosofia procura perpetuar esse espírito vital incentivando nas crianças o fazer perguntas e não ficar à espera das respostas mas ir à procura delas como os primeiros pensadores o faziam e os verdadeiros pensadores ainda o fazem: inventando, pensando, criticando, corrigindo, exemplificando, testando, etc. É nesse sentido que as crianças são, ao mesmo tempo Ignorantes e Inventores (ver links).

Estes são os sinais de que o tal espírito vital está vivo num Ser Humano e é isso mesmo que os meus alunos “pré-socráticos” do 3º ano irão provar no próximo Diálogo sobre a “Gravidade” moderado pelo Henrique.

 

(perguntas que o Henrique acabou de me enviar)

1 – O que é que a gravidade faz?

2 – Para que é que a gravidade existe?

3 – Há gravidade noutros planetas? (como o podemos provar?)

4 – Há gravidade no espaço? (como é que o podemos provar?

5 – Por que é que quando estamos dentro de água subimos e quando estamos fora descemos?

6 – O que é a gravidade?

7 – O que aconteceria se não houvesse gravidade no mundo?

8 – Como correu o Diálogo?

Muitos pais e professores (de ciências e não só) estarão agora de cabelos em pé pois acreditam que o papel de qualquer professor ou adulto responsável é fornecer às crianças as respostas a estas perguntas que a ciência já terá respondido. E aqui começamos a perceber como o espírito vital da ciência e da filosofia começa a ser morto. Quando em vez de aventuras, explorações, erros, frustrações, gargalhadas e, até mesmo, lágrimas, o que damos às nossas crianças são respostas e pontos finais no verso de uma página do Manual de Estudo do Meio. 

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