Numa Caminhada Filosófica (feita em silêncio durante quase todo o percurso) procuramos encontrar o filosófico no banal, o abstracto no concreto, o universal no episódico. Para um conceito escolhido individualmente no início do percurso devemos encontrar um local onde ele faça sentido explicando-o ao grupo. Depois esperamos por uma pergunta que guardamos mentalmente e levamos connosco durante o resto do percurso.
É assim que quatro colunas num edifício em S. Bento da Vitória passam a significar os valores da Justiça, da Coragem, da Sabedoria e da Temperança e perguntou-se se “esses quatro pilares garantem a solidez do edifício humano?”
Mais à frente, na Viela do Anjo, quisemos saber se “a nossa impaciência deriva de não vivermos no aqui e agora?”
A Caminhada Filosófica é, assim, um pretexto para construirmos analogias, metáforas, espécies de pontes entre o real e o ideal. Nela passeamos sem “tagarelar”, atentos ao que vamos encontrando, ouvindo pontualmente algumas ideias que vão surgindo pelos outros participantes e elevando as nossas experiências mundanas, normalmente pontuais e fugazes, a um patamar mais estruturado e duradouro porque mais consciente.