Sessão de “Jovens Filósofos” – Univ. Júnior do Porto
Trabalho sobre as “atitudes filosóficas” dos alunos (pensar por si mesmo, ouvir ou outro, pensar sobre o seu próprio pensamento e a intencionalidade das suas intervenções, etc.)
Numa sessão de Diálogo Filosófico devemos evitar a todo o custo responder às perguntas que os alunos nos colocam. Essas perguntas dos alunos podem surgir de uma dúvida genuína quanto ao assunto em questão, quanto ao exercício proposto ou à metodologia utilizada. Outras vezes as perguntas surgem simplesmente para preencher um vazio incómodo causado pelo espaço de silêncio que damos à reflexão dos alunos. Esse incómodo surge da estranheza de ver que o professor, ao contrário do que estão habituados, não está a preencher esse espaço de silêncio com o seu próprio discurso, as suas explicações e opiniões. Esse discurso do professor é tanto mais cómodo para os alunos quanto mais lhes adia o esforço de pensarem por si mesmos. Quanto mais se esforça o professor por explicar e por se fazer entender, menos os alunos pensam e, consequentemente, compreendem.
Neste pequeno excerto de uma sessão do meu projecto “Jovens Filósofos” mostro como procurei lidar com algumas dessas perguntas dos alunos devolvendo a responsabilidade do pensamento para quem faz a pergunta, quem supostamente quer saber.
Conseguir que os alunos se responsabilizem pelas suas intervenções e pensem sobre as suas próprias perguntas (por si mesmos ou com a ajuda do grupo) é uma condição necessária ao seu crescimento enquanto seres pensantes e autónomos. O que proponho com este vídeo são alguns instrumentos que podemos utilizar em sala de aula para conseguir um maior compromisso dos alunos para pensarem pelas suas próprias cabeças.
Não perguntes, pensa!