FILOSOFIA COM CRIANÇAS_“O Jogo das decidições”

Filósofos a Brincar – Jardim de Infância Chapéu de Palha

“O Jogo das decidições” (baptizado pela Beatriz)

Com este exercício queremos que as crianças tomem consciência que todos agimos de forma “mais ou menos” voluntária e de forma “mais ou menos” livre. Através do Diálogo as crianças vão descobrindo situações do quotidiano em que são elas quem decide fazer (ou não fazer) alguma coisa e outras situações em que essa decisão cabe a outros ou é partilhada com outros.

Diálogo inicial  sobre as diferenças entre decidir e escolher:

Escolher é quando vemos muitas coisas, e decidimos quando escolhemos uma. (Beatriz).

– Decidimos vir à escola?

Aqui todos os alunos tomaram uma posição negativista quanto a sua liberdade de poder escolher vir à escola. Quem decide por eles, defendem, são os pais e a mães, assim como a Inês e a Joana (directoras).

Mesmo quando estamos doentes dizemos que não queremos ir à escola mas eles (os pais) é que decidem. (Constança)

Às vezes não quero comer mais e peço muito à minha mãe e ela deixa que eu não coma. Mas é ela que decide. (Carolina)

– E comer, sou eu quem decide comer?

Aqui o grupo já não foi unânime.

O Raul e o Gonçalo defendiam que, também aqui quem tem a última palavra é a mãe e o pai. Já o João é da opinião que temos de comer se não morremos. Por fim uma outra filósofa defendeu uma posição intermédia:

Enquanto somos pequeninos os nossos pais decidem por nós, quando formos mais velhos decidimos nós se queremos comer ou não. Eu quero viver sempre com os meus pais. (Beatriz)

– E eles vão sempre decidir por ti?

– Não, vivo com eles mas eu é que decido.


– E sonhar? Somos nós quem decide os nossos sonhos?

Sim, podemos escolher aquilo que sonhamos, se durante o dia pensarmos muito no que queremos sonhar.

– Sonhar nem sempre é bom pois há sonhos que nos assustam. (Leonor R.)

Mas aí acordas e já não sonhas, ajudou o Rodrigo.

O diálogo seguiu animado entre os que defendiam que

Não escolhemos os nossos sonhos porque nunca sabemos o que vamos sonhar.

e os que defendiam que

Sim, escolhemos os nossos sonhos se pensarmos muito neles durante o dia.

Este grupo começou por ser constituído pelo Rodrigo, a Benedita, a Sofia, o Manuel, a Beatriz, a Leonor R. e a Constança. Só o Tomás e a Leonor F. defendiam o “não”. O Gonçalo, que a princípio defendia uma posição negativista quanto à nossa capacidade de escolher os sonhos deixou-se convencer pela argumentação da Beatriz e a sua teoria de que se pensarmos muito numa coisa durante o dia à noite sonhamos com ela.

Até à próxima Filósofos!

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