Filosofia Crítica

"Levar a filosofia às pessoas, levar as pessoas a filosofar." tiomas@yahoo.com

Queres ensinar a pensar? Então cala-te!

“Queres ensinar a pensar? Então cala-te!” 

seguido de Exercício de Diálogo Filosófico:

Análise Crítica de um pensamento”


Queres ensinar a pensar? Então cala-te!

Recentemente uma jovem colega professora de Filosofia do país irmão (Brasil) pediu-me para a ajudar a cativar os seus alunos para o “pensamento filosófico” uma vez que percebia “pouco interesse ou quase nenhum da parte deles.”
De facto esta colega brasileira depara-se com um problema que todos os professores de filosofia (e não só) devem sentir. A falta de interesse daqueles que deveriam estar ávidos de aprender o que temos para ensinar e, simplesmente, não estão. Sem essa avidez em aprender por parte dos alunos todos os nossos esforços se esboroam na frustração, na dor e, por fim, na indiferença. Quantos professores foram contaminados por essa atitude de indiferença dos seus alunos e também eles “já não querem saber”?

A preocupação desta jovem professora brasileira deveria ser a principal preocupação de todos nós, professores de filosofia, uma vez que se não formos capazes de interessar os nossos alunos para os problemas da nossa disciplina todos os esforços que fizermos para lhes transmitirmos conhecimentos filosóficos serão em vão. Sem essa predisposição e interesse dos nossos alunos em se embrenharem e pensarem eles mesmos sobre os problemas que lhes apresentamos (ou aqueles que eventualmente descobrem por eles mesmos) as aulas de filosofia não passarão de momentos extremamente fatigantes e sensaborões em que um fala e os outros estão calados ou, na melhor das hipóteses, simplesmente respondem ao que lhes é perguntado, absorvendo mais ou menos passivamente aquilo que é exigido que absorvam.
Dir-me-ão que existem muitos motivos para essa falta de interesse dos nossos alunos, motivos esses que estarão fora do controlo do professor como o excesso de informação a que estão expostos, outros interesses alheios à disciplina e próprios da sua idade, carga horária excessiva ou diminuta, programas desacertados, problemas familiares, etc.). Apesar disso, porém, alguma coisa o professor de filosofia poderá fazer e uma dessas coisas é, a meu ver, calar-se. Calar-se para poder escutar os seus alunos. Não para escutar os seus problemas existênciais, as suas angústias ou preocupações, mas para escutar aquilo que pensam.

No entanto para escutarmos alguém é necessario, em primeiro lugar, estarmos interessados no que essa pessoa tem para nos dizer caso contrário o acto de escutar não passará de uma grande farsa em que apenas escutamos o que queremos escutar e não o que verdadeiramente nos é dito. Nesse sentido é preciso que os professores que querem iniciar um Diálogo com os seus alunos antes de tudo façam esta pergunta a si próprios: “Eu quero escutar os meus alunos?” Se a resposta for negativa (e concerteza será em muitos casos) nem vale a pena tentar pôr os nossos alunos a dialogar pois todo o exercício não passará de um longo e exaustivo monólogo: o eterno monólogo do professor consigo mesmo.

Desde há uns anos a esta parte que tenho vindo a trabalhar o “Diálogo” como instrumento para ensinar a filosofar: http://sigarra.up.pt/flup/cursos_geral.FormView?P_CUR_SIGLA=FCDSA

Um dos pressupostos desse meu trabalho é que os alunos não fazem o que nós lhes dizemos para fazer mas fazem aquilo que nós lhes mostramos com o nosso exemplo que deve ser feito. E uma coisa que raramente fazemos é calar-nos e escutarmos os nossos alunos. Por um lado queremos que nos ouçam e se ouçam uns aos outros mas, por outro lado, nós próprios não lhes damos o exemplo, nós próprios não os escutamos. Somos muito bons a falar, a explicar, a justificar, a clarificar, a resumir, por outras palavras, a pensar pelos nossos alunos (foi nesse sentido que nos treinaram), mas raramente os escutamos ou se o fazemos não o fazemos de uma forma sistemática e pensada pois ninguém nos ensinou a fazê-lo e, muitas vezes, nem vemos a necessidade de o fazer.

Devido a esse vício profissional de falar demais e pensar demais não damos oportunidade aos nossos alunos que expliquem, que justifiquem, que clarifiquem, que resumam, numa palavra, que pensem.

Haverá seguramente muitas razões para isso acontecer que podem ir da prepotência daquele professor que acha que o que os alunos têm para dizer não tem valor, por ser demasiado simples, superficial ou estúpido, até ao medo daquele professor em parecer sem valor, simples, superficial ou estúpido perante os seus alunos se não encher aa sua hora e meia com infindáveis  palestras somando séries de palavras a séries de palavras mantendo dessa forma um acordo tácito em que uns fingem compreender e o outro finge acreditar que foi compreendido.

O resultado deste acordo tácito não é nada menos que um enorme desastre pedagógico. Um aluno médio é muito bem capaz de passar toda a sua escolarização, do pré-escolar à universidade, sem um único momento em que é conscientemente ensinado e incentivado a escutar verdadeiramente os seus colegas. Sem um único momento em que é convidado a apoderar-se das ideias do outro, a compreender os seus pressupostos, os seus motivos e intenções. Sem um único momento em que é levado a comunicar com o outro. Não admira que os alunos anseiem pelo toque do intervalo. Lá fora entendem-se, jogam e brincam. Lá fora comunicam. É uma pena que toda essa energia comunicativa dos nossos alunos esteja a ser totalmente canalizada para o intervalo.

Mas a culpa é totalmente nossa, educadores, professores, pais. Educamos os nossos alunos e filhos a falar e a ouvir mas não os ensinamos a escutar. E isto porque, também nós, não sabemos escutar. Para falar basta dominar uma determinada técnica, para ouvir basta saber respeitar o outro e a nossa vez de falar. Mas para escutar o outro precisamos de cultivar uma determinada atitude de querer ouvir o outro. Escutar é algo muito mais profundo e difícil que simplesmente ouvir o outro e exige uma longa prática de escuta activa e consciente que nem todos de nós tem oportunidade de exercitar.
Ao escutar não nos limitamos a captar passivamente o som das palavras do outro e a reproduzi-las quase automaticamente. Ao escutar procuramos, de uma forma activa, “entrar no mundo do outro” e compreender não somente aquilo que o outro diz mas os motivos que o levam a dizer o que diz. Escutar é pensar e repensar as ideias que lhe são transmitidas, é analisar um raciocínio e reflectir profundamente nas implicações, possibilidades e alternativas que esse pensamento do outro nos coloca. É ocupar momentaneamente o ponto de vista do outro. Quando isso acontece, quando pela primeira vez conseguimos que o aluno “ocupe o lugar do outro” e veja as coisas pelo prisma do outro a satisfação que daí decorre é enorme, tanto para o aluno como para nós. Escutar é nada mais que ouvir e reflectir sobre as palavras do outro e não sobre o eco distorcido que essas palavras fazem em nós. Escutar é ouvir sem as rígidas barreiras dos nossos preconceitos e dogmas.

Se queremos que os nossos alunos nos escutem e se escutem (a si próprios e aos outros) temos de em primeiro lugar, ensiná-los a escutar. E que autoridade moral temos nós para ensinar os nossos alunos a escutar se somos os primeiros a não o fazer, a não escutar nada mais além da nossa voz e pensamentos? Nós não escutamos os nossos alunos e eles muito simplesmente seguem o nosso exemplo devolvem-nos a cortesia e, também eles, não nos escutam. Nós não pensamos sobre aquilo que eles têm para nos dizer e eles, muito simplesmente, seguem o nosso exemplo e também não pensam sobre aquilo que temos para lhes dizer. Nada mais justo. Mas também nada mais doloroso que esta solidão a que nos confinamos quando temos à nossa frente, todos os anos renovada, uma enorme quantidade de seres humanos que, como nós, tem imensa sede de comunicar. É essa enorme sede de comunicar que poderíamos aproveitar para pôr os nossos alunos a pensar.

Enquanto professores de filosofia devemos permanentemente perguntar-nos se queremos continuar a repetir ano após ano os mesmos argumentos dos mesmos autores contra e a favor as mesmas posições acerca dos mesmos problemas. Uma outra questão subjaz a esta, a de saber se queremos arrastar-nos pela vida fora ou queremos viver cada momento da nossa vida intensamente vendo todos os anos os mesmos problemas, as mesmas ideias e argumentos como se da primeira vez se tratassem. Se é isto que queremos então cale-mo-nos e escutemos os nossos alunos. Se cultivarmos esta atitude de permanente espanto mesmo que as ideias que ouvirmos das suas bocas não sejam novas carregam consigo a força da originalidade associada à frescura da primeira vez que são pensadas e proferidas por um ser humano (mesmo que antes já tenham sido pensada e proferidas por outros seres humanos). E esse ser humano crítico, criativo e original, sempre renovado, é o aluno que temos à nossa frente e que a sociedade faz o favor de nos pôr de novo à nossa frente todos os anos durante muitos anos. Aqui devemos seguir o exemplo de Diógenes que vagueva por Atenas durante o dia com uma lanterna acessa: “Procuro o Homem”, dizia. Também nós que “procuramos o Homem” nos nossos alunos, ao fazê-lo estamos a ensiná-los a interessar-se pelo Homem, a querer encontrá-lo “durante o dia com uma lanterna”.

Escutar os nossos alunos é procurar dialogar com eles, e para dialogar temos de nos calar e ouvir realmente o que eles dizem, levando em conta todas as suas intervenções por mais confusas, simplórias e estúpidas que elas nos pareçam. Não pensarão os alunos que as nossas intervenções são confusas, simplórias e estúpidas? E mesmo assim queremos que nos escutem.

É claro que tudo isso atrasa o processo de ensino e, em alguns casos, se nos disposessemos a escutar tudo o que os nossos alunos têm para nos dizer pouco tempo restaria para lhes ensinar alguma coisa. No entanto julgo que é possível, mesmo com todos os condicionalismos inerentes ao nosso sistema de ensino (programas, avaliações, preparação para exames, etc.) criar em algumas das nossas aulas alguns espaços para respirar, dialogar e pensar. Alguns espaços em que o professor dando o exemplo cala-se e escuta os seus alunos, criando um espaço alheio às pressões do exterior onde nada mais é esperado deles que pensem com rigor e se escutem com atenção uns aos outros. Esse é o espaço do Diálogo Filosófico onde os alunos podem perder tempo com uma ideia para a analisar de vários ângulos, perceber onde falha, encontrar as suas virtudes e defeitos com a liberdade e o afinco com que no recreio se dedicam aos mais variados jogos e desportos. Calando-se o professor e escutando os seus alunos também estes ganham o hábito de se calarem e escutarem, não apenas o professor, mas também os seus colegas e, sobretudo, a si próprios. Para conseguir que os alunos dialoguem entre si o mais difícil não é calar os alunos e conseguir que se ouçam. O mais dificil é calar o professor e conseguir que este ouça os seus alunos.

Em baixo segue um exercício muito simples para criar esse espaço de respiração, diálogo e pensamento numa aula de filosofia. O tema sugerido pela professora que me contactou é a teoria política de Hobbes e o exercício sugerido parte da famosa frase deste filósofo “O Homem é o lobo do Homem” e procura que os alunos construam e analisem em Diálogo um pensamento conjunto sobre este tema.

Exercício de Análise Crítica de um pensamento: “O Homem é o lobo do Homem.”

Alguns requisitos para o Diálogo em Aula

1) Ouça realmente o que os alunos dizem e leve em conta todas as suas intervenções.

O professor deve aceitar e registar mesmo aquelas intervenções dos alunos que pareçam mais irrelevantes e confusas. Essa irrelevância e confusão deve ser tratada pelo grupo ignorando ou clarificando essas intervenções quando se entender que isso deve ser feito. Esta atenção a todas as intervenções “ralentiza” todo o processo, mas aos poucos os alunos vão percebendo que as suas intervenções realmente contam e começam a sentir mais responsabilidade quando o fazem.  A qualidade destas rapidamente começa a melhorar com os alunos a prestarem mais atenção à clareza e rigor das suas ideias e à forma como as expressam. Conseguimos isso pois são os alunos (não o professor) os críticos uns dos outros e qualquer professor experiente sabe que é dos seus pares que os alunos mais temem a avaliação e a crítica e não da figura autoritária do professor que tanto gosto têm em desafiar.


2) Não procure dialogar com os seus alunos mas, antes, fazer com que os alunos dialoguem entre si.  

Mesmo que num primeiro momento o diálogo com os alunos seja necessário para estimular e vencer algumas resitências dos alunos (medo de errar, de falar, desinteresse, timidez, etc.) o professor apenas serve de árbitro ao Diálogo verificando se todos se ouvem, se todos se percebem, se todos participam, etc.


3) Deixe de ser professor.

Num certo sentido, ao moderar um diálogo com os seus alunos, o professor deve deixar de ser professor, deve procurar largar o posto hierárquico e fazer-se igual a todos os alunos. Abdicar dessa superioridade hierárquica e procurar criar temporariamente uma situação verdadeiramente democrática é um esforço difícil mas necessário para conseguirmos que os alunos arrisquem pensar sobre os problemas que lhes colocamos e verdadeiramente dialoguem entre si, por oposição a simplesmente tentarem adivinhar a respostas às perguntas que o professor coloca e que, julgam, sabe a resposta por muito que o tente ocultar. A “falsa ironia” é rapidamente detectada pelos alunos (habituados a esses jogos retóricos dos professores) pelo que o professor deve ter consciência que perante as grandes questões filosóficas todos somos ignorantes. Neste campo o “só sei que nada sei” de Sócrates é um bom exemplo a seguir.
Exercício: Análise crítica de um pensamento

- Escrever no quadro a frase “O Homem é o lobo do Homem.”

- Pedir para cada aluno escrever uma interpretação (breve, 12 palavras máximo) dessa frase. O que acham que ela significa?

- Todos os alunos devem ler à vez as suas frases.

Dica: Confrontar os alunos que não escreveram nenhuma frase com as razões desse abstencionismo. Não para os criticar ou menorizar mas simplesmente para os levar a pensar no porquê de não pensarem (preguiça?; medo de errar?; incerteza?; etc.).

- Os alunos devem agora encontrar uma interpretação dos colegas com a qual não estejam de acordo. O grupo escolhe uma para ser escrita no quadro (a que tem mais discordantes, por ex.) e em seguida procuram uma frase/interpretação diferente.

Dica: Muito frequentemente alguns alunos vão estar de acordo com todas, mesmo aquelas que se contradizem pois, dizem, “todos têm direito à sua opinião”, sem pensarem que o facto de alguém ter direito à sua opinião nenhuma ligação tem com o facto de concordarmos ou não com essa mesma opinião. Este relativismo pode ter várias causas, mas o medo do confronto e da crítica pode ser um deles. O professor deve levar este facto à consideração da turma e ouvir o que pensam: “Podemos concordar com duas proposições contraditórias?”

- Com as duas interpretações bem legíveis no quadro o grupo deverá analisar o trabalho feito contrastando as duas intepretações, encontrando diferenças entre elas. O critério da votação deve ser utilizado num sentido pragmático, para “podermos avançar”  e não no sentido de “ver quem tem razão”. Se se decidir que afinal as duas interpretações são iguais mas expressas por outras palavras o grupo deverá escolher outra para analisar.

Dica: Para clarificar as diferenças desafie os seus alunos a encontrar os conceitos principais/palavras chave de cada uma dessas frases (ex. medo/dominação, etc.)
– Depois de analisadas/comparadas as interpretações o grupo deve escolher a melhor, e para isso deverá procurar razões para se escolher uma e razões para se escolher outra.

Dica: Este processo permite revelar os critérios que cada aluno tem para a “melhor interpretação”. Pode ser interessante seguir esta “pista” e procurar pensar quais os melhores critérios de interpretação (a verdadeira intenção do autor?; aquela que mais nos faz pensar?; a mais absurda?; a mais arriscada?; etc.)
– Depois dessa votação, se houver tempo, escolhe-se outra interpretação e confronta-se com a anterior.
Dica: Resista à tentação de procurar um grande número de frases para analisar. A qualidade de um Diálogo filosófico afere-se pela qualidade das análises desenvolvidas e não pela quantidade de ideias expressas.

Nota Final

Durante todo este processo o professor não deve intevir quanto ao conteúdo da sessão mas deve apenas assegurar-se que as intervenções dos alunos encaixam dentro da estrutura do Diálogo Filosófico: apresentação de razões, pedido de clarificações, descoberta de critérios e pressupostos, confronto de definições, formulação de perguntas, etc.). Desta forma os alunos vão interiorizando todo o processo de diálogo. Além disso estarão tão entusiasmados em debater as diferentes interpretações da frase de Hobbes que, sem se aperceberem disso, estarão na realidade a aprofundar a sua compreensão da teoria política do Hobbes.
Uma posterior aula expositiva sobre Hobbes só terá a ganhar com este prévia exposição directa dos alunos a alguns dos problemas com que seguramente o próprio Hobbes se defrontou.

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7 Comentários»

  Alexandrina Lourenço wrote @

Não sou professora de filosofia, sou de língua portuguesa, mas tenho as mesmas preocupações e sinto os mesmos problemas. Na minha prática pedagógica já tento ouvir os meus alunos, mas talvez não tanto como deveria… até porque, sendo a língua portuguesa uma disciplina de exame, a questão do tempo e do programa é bastante castradora. Neste momento estou a frequentar mestrado em Filosofia da Linguagem e Ciências Cognitivas e pretendo, na minha tese, aproveitar os ensinamentos da filosofia para a área em que leciono. Afinal, quando analisamos textos literários (ou outros), quando comunicamos, o que fazemos é filosofar!
Conto poder adaptar este exercício à minha disciplina e espero que a experiência justifique a sua continuidade…
Entretanto fico atenta a mais sugestões!!!

  Graça wrote @

Achei ótima a atividade e fiquei muito feliz em ser citada. :) Penso ser relevante o que colocou, minhas aulas estavam sendo quase que totalmente expositivas, pouco dialogada, percebi que não estão caminhando pelo pensamento, mas simplesmente querendo repassar respostas prontas . Isso é um pouco frustrante para um professor da disciplina enquanto tal. :)
Abs,
Maria das Graças.

  Tomás Magalhães Carneiro wrote @

Reblogged this on Filosofia Crítica.

  Merilin wrote @

Prof Tomás, é como nos disse Rubem Alves, todos querem ser muito bons em oratória, mas ninguém se interessa em fazer um curso de escutatória. Também sou professora de Filosofia aqui no Brasil, em São Paulo, depois de cinco anos trabalhando com jovens, inicio finalmente a aventura instigante do filosofar com crianças; seu site tem sido um alento! Parabéns

  Tomás Magalhães Carneiro wrote @

Que bom que é ouvir isso Merilin. Pode seguir o meu trabalho também aqui http://aartedodialogo.blogspot.pt/

Um abraço.

(Em breve publicarei mais uma série de exercícios para crianças e jovens

  Emerson Carneiro wrote @

Olá Prof. Tomás. Sou seu seguidor constante e tenho divulgado seus sites entre os amigos e em meu blog. Suas postagens são de grande valor e tenho usado muito suas aulas e dicas. Não sei exatamente como são as condições de aula em Portugal, mas no Brasil infelizmente o estado abandonou a educação e os educadores. Salários baixos e salas lotadas, indisciplina, etc. são o nosso cotidiano.
Tudo o que fazemos é por querer próprio. Mas a seriedade da maioria dos profissionais da educação é inquestionável. Por isso artigos de nível como os seus são tão importantes e estimulantes para nós.
grande abraço,
Emerson

  Tomás Magalhães Carneiro wrote @

Olá Emerson,
obrigado pelas palavras simpáticas que só me dão mais vontade de continuar a partilhar com os meus colegas os exercícios e dinâmicas de aula que vou experimentando.
Vá dando o seu feedback acerca do resultado das mesmas, para todos em conjunto irmos aprendendo uns com os outros.

Quanto aos problemas que aponta ao ensino no Brasil, infelizmente o mesmo está a acontecer aqui no país irmão. O estado tem uma ideia de educação e do papel do professor completamente distorcida e tenho muitos amigos que já abandonaram a escola, outros prepararam-se para o fazer e muitos outros arrastam-se apenas para ter o seu salário ao fim do mês. Tal é o estado de desânimo e inconsequência dos esforços de milhares de pessoas que viram no ensino a sua vocação.

Por vezes ainda nos chegam relatos de boas escolas, com boas práticas de ensino (tenho a felicidade de estar inserido num projeto assim), com alunos, pais e professores motivados e empenhados. Mas esses relatos são cada vez mais escassos. No entanto vamo-nos agarrando a eles pois mostram-nos que é possivel fazer a diferença.
Muita força para o seu trabalho,
um abraço amigo,
Tomás


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