Filosofia Crítica
"Levar a filosofia às pessoas, levar as pessoas a filosofar." tiomas@yahoo.comJOVENS FILÓSOFOS “Existe vida depois da morte?”
Excelente trabalho, estão todos de parabéns!
Duas Concepções de Educação: troca de ideias com D.Murcho

Acerca deste artigo mantive uma interessante discussão com o Desidério Murcho aqui.
Filósofos a Brincar
Sessão de Filosofia com Crianças no Jardim de Infância Chapéu de Palha (4-5 anos)
“As crianças podem ser professores?”
A resposta em uníssono das crianças não se fez esperar: “Nãããoooo!”
Pedi-lhes que tivessem calma. Que a aula de filosofia ainda estava no início e ainda teríamos que pensar um pouco mais sobre esta pergunta. Concordaram comigo e para dar início à nossa investigação filosófica para descobrirmos se as crianças podem ser professores começámos por investigar o que faz um professor. Depois de sabermos bem que coisas é que fazem os professores poderíamos perceber se as crianças também podem fazer essas coisas.
Algumas sugestões dos nossos filósofos:
- “Um professor trabalha”, disse-nos a Inês c0m 4 anos (e meio). Mas… as crianças não trabalham?, perguntei. O grupo, após um breve diálogo chegou à conclusão que as crianças também trabalham “quando fazem desenhos e pinturas“.
- A Catarina disse-nos que “Um professor também escreve”. Perguntámos ao grupo se eles (crianças) também escreviam: “Sim, já escrevi convites para os meus anos”, disse o Lourenço. “Eu já escrevi uma carta ao pai natal”, contou-nos Catarina. “E às vezes escrevemos o nosso nome.” (David) Bom, agora já tínhamos duas coisas que os professores faziam mas que as crianças também fazem: trabalhar e escrever.
- “Um professor manda os meninos trabalharem”, disse o Diogo. Esta realmente parecia difícil. Não nos pareceu à primeira vista que as crianças pudessem mandar umas nas outras, mas o Lourenço fez-nos ver o contrário lembrando-nos que às vezes também manda os amigos arrumar um cantinho da sala, ou pintar de uma cor um desenho. Mais uma coisa em comum. Parece que tínhamos mesmo de continuar à procura de coisas que os professores fazem mas que as crianças não fazem.
- A Beatriz lembrou-nos de uma função muito importante dos professores, “ajudar os meninos a ficarem mais espertos.” Aqui pareceu-nos mesmo que tínhamos encontrado uma coisa que as crianças definitivamente não fazem. O problema que tínhamos agora pela frente era mesmo muito difícil. Algumas das crianças revelaram a dificuldade sentida com esta pergunta levando as mão à cabeça. O grupo pensou muito durante alguns minutos mas ninguém parecia lembrar-se de situações em que meninos e meninas ajudem outros meninos e meninas a ficarem mais espertos .
Estávamos prestes a dar-nos por satisfeitos com a resposta da Beatriz e concluir que as crianças não podem ser professores, pelo menos enquanto não conseguirem ajudar outros meninos a ficarem mais espertos, no entanto tivemos uma ajuda inesperada, a Educadora da sala dos 4-5 anos (entusiasmada com a discussão) resolveu ajudar os seus meninos e lembrou-lhes que muitas vezes “ensinam os amigos a jogarem jogos e esses jogos tornam-nos mais espertos.” Com esta pequena batota* o grupo encontrou mais um ponto em comum entre o que fazem os professores e o que fazem as crianças. Agora estávamos prontos para tentar responder à pergunta inicial:
- “As crianças podem ser professores?”
A resposta em uníssono das crianças não se fez esperar: “Siiiiimmm!”
*Nota Final:
É claro que a intenção da Educadora foi a melhor do mundo, queria ajudar os “seus meninos”, mas não percebeu que ao dizer às crianças que elas podem de facto ensinar-se umas às outras estava a fazer exactamente o contrário do que se pretende numa sessão de Filosofia com Crianças, i.e., estava a pensar pelos seus alunos. Este ponto é de extrema importância se queremos fazer verdadeiramente filosofia com as nossas crianças e é por isso que o sublinho bem aqui: por muito insatisfatória (ou pouco romântica) que nos pareçam as respostas a que as crianças chegam numa sessão destas, o importante é que sejam respostas atingidas pelo esforço de pensamento genuino das próprias crianças. O professor de Filosofia deve, por isso, evitar entregar às crianças pensamento mastigado na forma de mais um conteúdo para assimilar. Ao fazê-lo estamos simplesmente a pensar por elas e, como tal, a impedi-las de viverem esta aventura fantástica que é pensarem pelas próprias cabecinhas.
WORKSHOP FILOSOFIA COM CRIANÇAS E JOVENS_REITORIA UP
Exercícios e técnicas de debate em sala de aula (novas datas)
Neste Workshop procuraremos introduzir os participantes num novo paradigma de ensino da filosofia e das competências de raciocínio: a Filosofia Prática (Prática Filosófica).
Nesse sentido será nosso objectivo leccionar e, sobretudo, praticar alguns exercícios de debate filosófico em sala de aula que poderão ser úteis aos profissionais da educação preocupados em desenvolver essas competências com os seus alunos.
Público-Alvo – Professores, Educadores, Estudantes Ensino Superior, Pais, Animadores Culturais.
Objectivos
- Formular questões claras e pertinentes
- Desenvolver capacidades argumentativas e de pensamento crítico.
- Desenvolver o pensamento autónomo e criativo.
- Criar consciência cívica e democrática reflectindo em conjunto sobre direitos, valores e normas morais
- Aprofundar filosoficamente as suas experiências concretas do dia-a-dia.
- Aprender a ter paciência e a “perder tempo” com os problemas com que se deparam.
- Compreendar a importância de ouvir os outros, compreender e ser compreendido.
Formador
Tomás Magalhães Carneiro.
Licenciado em Filosofia pela FLUP.
Formador na área da Filosofia Prática e Pensamento Crítico na FLUP.
Site do Formador – http://filosofiacritica.wordpress.com/
Datas : 28 de Junho a 2 de Julho (2ª a 6ª)
Horário: 19h – 21h
Preço: 90€ UP/ 100€ não UP
Inscrições (até 23 de Junho)
anamartins@reit.up.pt; rrodrigues@reit.up.pt; (tel:220901956)
Limite
20 alunos
O Bebé Filósofo

Um excelente livro para quem quer perceber um pouco melhor as nossas crianças, mais propriamente o que lhes vai naquelas cabecinhas.
“Na altura em que têm dois ou três anos as crianças despendem muito mais tempo das suas horas de vigília num mundo de criaturas imaginárias, universos possíveis e identidades assumidas. Se entrarem em qualquer jardim-de-infância ficarão rodeados de pequenas princesas e super-heróis em macacão, que vos servirão educadamente chá e que estão dispostos a assumir as consequências das suas pretensas premissas contrafactuais. (…) mesmo as crianças de dois anos vos dirão que, se um ursinho de peluche imaginário e se entornar o chá sobre o chão imaginário, será necessária uma limpeza de esfregona imaginária. (…) As crianças eram bastante específicas acerca dos seus contrafactuais (mundos possíveis). Se o ursinho entornar o chá, precisarão de uma esfregona, mas, se for talco de bebé, necessitarão de uma vassoura.” (Capítulo 1 – Mundos Possíveis)
A Tarefa da Brincadeira – “Enquanto crianças, não temos de restringir a nossa imaginação àquilo que é de imediato útil, podemos construir livremente mapas conceptuais e exercitarmos a nossa capacidade para criar contrafactuais. Podemos juntar um vasto leque de possibilidades e não apenas aquelas duas ou três que poderão ser úteis. Podemos considerar diferentes formas como o mundo poderia ser e não apenas formas como o mundo realmente é. (…) A inventiva ágil e desinibida da criança de três anos poderá ser completamente incapaz de fazer algo tão simples quanto vestir o seu fato de neve (há tantas distrações: tem de brincar com o tigre imaginário e certificar-se de que o seu amigo imaginário também se veste). Mas, de facto, está a exercitar algumas das capacidades mais sofisticadas e filosoficamente profundas da natureza humana – apesar de, confessadamente, tal poder ser um fraco consolo para o pai que tem de chegar a horas ao trabalho.” (Capítulo 2 – Companheiros Imaginários)
Debate Filosófico sobre a bondade e a punição
2ª Acção de Formação para Professores - FLUP
Título
Debate Filosófico: Análise e Avaliação Crítica de Argumentos
Pergunta da Sessão
A suma bondade é compatível com a punição da maldade?
Sínopse
Nesta sessão procurámos inserir num Debate Filosófico em contexto de sala de aula todos os passos de uma verdadeira investigação filosófica. Começámos com a formulação de uma pergunta filosófica, procurámos responder argumentativamente a essa pergunta, críticar e problematizar os argumentos que surgiam e, por fim, dar oportunidade ao autor desse argumento de se defender contra-argumentando e respondendo às críticas e perguntas ao seu argumento.

“És Baptistista ou Bernardista?”
Pode a vida fazer sentido?
