Filosofia Crítica
"Levar a filosofia às pessoas, levar as pessoas a filosofar." tiomas@yahoo.com106º Café Filosófico – As coisas têm uma essência?
A essência de um Café Filosófico.
Notas da sessão em Um Café Filosófico
Filosofia com Pais e Filhos na “De Mãos Dadas”

No dia 7 de Janeiro tive a oportunidade de realizar um workshop de Filosofia com Pais e Filhos na Associação de solidariedade Social De Mãos Dadas em Rio Tinto.
Filosofia com Crianças – Manhã filosófica no Sardão 2/3
Problemas com o Tempo: para a frente, para trás, para cima, para baixo, dentro da cabeça, fora da cabeça…
˂̶̶̶̶

Este exercício de Diálogo Filosófico começa de uma forma muito simples. Desenha-se no quadro a seguinte figura
2012 «—————————————- 0
Sem mais explicações pergunta-se aos alunos: O que significa este desenho?
Nesta altura para incentivar os alunos mais tímidos à participação é boa ideia dar um minuto a todos para pensarem e escreverem a sua resposta. A partir desta primeira leitura todo diálogo se processará de forma oral.
- Significa o tempo a passar do ano 0 ao ano 2012 – respondeu o Duarte.
- Quem não concorda com o Duarte? Com esta pergunta colocamos imediatamente a sessão no “campo dialéctico. A partir deste momento os alunos sentem que terão uma palavra a dizer sobre as intervenções dos seus colegas e começarão a ouvi-los com mais atenção. Isto é algo que dificilmente acontece quando a direcção do diálogo é bidireccional (professor – aluno – professor), onde o professor pergunta, o aluno responde e, finalmente, o professor avalia a resposta comentando-a de forma definitiva.
Logo se ergueram meia dúzia de dedos no ar prontos a encontrar falhas na resposta do Duarte e este pode escolher um “amigo” para apresentar a sua crítica. Ao deixarmos o aluno cuja ideia é criticada escolher o seu “crítico” estamos a atenuar um pouco o impacto negativo que o confronto de ideias pode ter em alunos ainda pouco habituados a dialogar entre si.
- Não concordo com o Duarte pois o desenho só mostra dois anos (0 e 2012). Não se vê o “tempo que passou” – criticou a Matilde.
Por esta altura já muitos outros “filósofos” pediam a palavra com os braços tão esticados no ar que temia que deslocassem os seus frágeis ombros tal era a ânsia de apresentarem a sua ideia.
- A seta mostra o tempo desde o início do mundo até hoje – arriscou o Tomás.
- Não pode ser, antes do ano zero também havia mundo – replicou a Susana.
Uma após outra surgiam as mais diversas teorias acerca do desenho, todas relacionadas com o “tempo” e a passagem do tempo”.
- A seta está ao contrário, por isso aquilo mostra o tempo a andar para trás – disse o Ricardo.
- Não concordo – apressou-se a dizer a Rita. O tempo estava a andar para trás se o 2012 estivesse à direita e o 0 à esquerda. Assim:
˂̶̶̶ 0 «—————————————- 2012
- Também não concordo, - reforçou o Afonso - o tempo só parece que anda “para trás” porque nós escrevemos “para a frente”, da esquerda para a direita.
Esta ideia do Afonso parece ter despoletado o seguinte pensamento idealista no Tomás.
- Dentro da nossa mente ele está a andar para trás mas na pessoas que escrevem da direita para a esquerda ele está a andar para a frente.

Esta era a altura para iniciar os alunos na questão central em Filosofia do Tempo, a ideia de um “tempo mental” e de um “tempo real”, um tempo que existe independente da mente humana, como defendem os realistas, e um tempo dependente da mente humana como defendem os idealistas. Obviamente que numa sessão de Filosofia com Crinças não se procura transmitir aos alunos estes conceitos e os argumentos historicamente apresentados para cada uma destas posições mas, antes, procura-se fazer algo muito mais importante do que isso, procura-se pôr os alunos a pensar (mesmo que superficialmente) sobre os mesmos problemas que preocuparam outros grandes filósofos antes deles como Zenão, Kant e McTaggart
- E fora da nossa mente, qual é a direcção do tempo?
- A que nós quisermos – respondeu o Tomás.
- Até pode ser de baixo para cima ou de cima para baixo – disse a Susana.

- Não concordo com nenhum deles. Fora das nossas cabeças não tem direcção. Nós é que pensamos que tem direcção – rematou a Leonor, que tinha estado calada até aí.

E foi com todas estas perplexidades “na cabeça” que deixei os alunos do 4ºB e me dirigi para o 4ºC para um Diálogo que também entraria pela questão do “tempo” desta vez para pensar na permanência de pessoas e coisas ao longo do tempo: os problemas da identidade material e pessoal. (continua)
Filosofia com Crianças – Manhã filosófica no Sardão 1/3
Problemas com o Universo: Galáxias, Dinossauros, Pontos Pretos e Minúsculos, Estojos e Nada

Da janela da minha sala vejo o Rio Douro. Do outro lado do rio encontra-se a freguesia de Oliveira do Douro, em Gaia, onde desde 1879 está instalado o Colégio do Sardão.
Da janela da minha sala não vejo o Colégio mas conseguia imaginá-lo enquanto, à noite depois do jantar, preparava as sessões de Filosofia com Crianças da manhã seguinte com as três turmas do 4º ano, os finalistas do Colégio. Sabia o que me esperava e sabia também que dali só podia sair coisa boa e não me enganei. Ora leiam.
Aviso: Nestas notas alterei os nomes dos alunos mas mantive o teor das suas intervenções.
A primeira sessão começou pelas 9h30 com a turma 4ºA. Sem perdermos tempo avançámos logo para a pergunta que nos iria ocupar durante esta sessão.
O que havia antes do Universo? – Foi esta a pergunta que deu início ao Diálogo Filosófico.
Todos leram as suas respostas mas só depois de ultrapassados os receios e inseguranças iniciais de alguns alunos que viam nesta resposta mais um exame aos seus conhecimentos científicos que um convite a produzirem um pensamento próprio. O que queremos numa sessão de Diálogo Filosófico (com crianças ou adultos) não são respostas certas mas hipóteses que nos permitam pensar e aprofundar ideias.
Estes momentos iniciais são fulcrais em qualquer sessão de Filosofia com Crianças, pois é aqui que marcamos o tom da sessão mostrando-lhes que não estamos ali para os avaliar e repreender caso errem mas para pensar com eles e permitir que se ajudem mutuamente nesse processo. Usar o termo “hipótese” em vez de “resposta” para nomear as contribuições dos alunos ajuda-nos a conseguir isso mesmo criando uma espécie de “campo de testes”, um espaço livre de erros para as ideias dos alunos.
Das mais de vinte respostas produzidas o grupo escolheu por votação seis que se destacavam pela sua originalidade e analisou cada uma delas para descobrir se eram boas hipóteses.
- Antes do Universo havia Estrelas, Galáxias e Planetas – arriscou o Rui.
- Não concordo com o Rui, porque isso já é o Universo e não podia existir antes do Universo – criticou o Vasco.
O grupo aceitou bem esta crítica do Vasco, incluindo o autor da primeira hipótese, o Rui. Tínhamos de continuar a pensar e foi o que fez o João
- Antes do Universo havia dinossauros e homens das cavernas.

Nesta altura levantaram-se uma série de dedinhos ansiosos por criticar esta ideia. Foi dado ao João o poder de escolher um dos seus “críticos” mas não sem antes percebermos que aqueles que nos criticam são os nossos melhores amigos pois querem impedir que erremos. O João escolheu a Mariana.
– Antes do universo os dinossauros e os homens das cavernas não tinham onde estar, por isso não podiam existir.
Mais uma vez não se levantaram objecções a esta crítica e a investigação continuou.
Depois de alguma hesitação a Matilde leu-nos a sua resposta.
– Eu acho que havia um ponto preto que depois explodiu.
– Não pode ser, pois se era preto, depois de explodir tudo ficava preto.
Esta imaginativa crítica da Ana também foi aceite pela maioria do grupo, no entanto alguns alunos consideraram que já não se aplicava à teoria do “ponto minúsculo” avançada pela Diana e que era uma sofisticação da teoria do “ponto preto” da Matilde.
– Havia um ponto minúsculo que depois explodiu.
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“Pretismo” e “Minusculismo” foram os conceitos escolhidos para distinguir e dar um nome a cada uma destas teorias.
Para esta teoria foi preciso pensar num novo argumento que o refutasse. Alguns alunos ficaram convencido com a engenhosa refutação do Gil.
Não concordo com o “minusculismo”. Esse ponto minúsculo também era o Universo. Um Universo muito pequeno, mas era o Universo. Aqui podemos usar a primeira crítica à hipótese do Rui:
“Isso [o ponto minúsculo] já é o Universo e não podia existir antes do Universo.”
Para o fim o grupo deixou duas hipóteses que sobressaiam pelo seu carácter misterioso.
- Antes do Universo havia o Vazio - a hipótese da Ana.
A sua amiga, a Inês, avançou com uma teoria (Semelhante, ou não? É o que vamos ver).
Antes do Universo não havia nada – disse.
- Qual a diferença entre as hipóteses da Ana e da Inês? – Perguntei.
- Nenhuma. Estas hipóteses dizem a mesma coisa mas por palavras diferentes. Vazio e Nada são o mesmo – disse o Pedro.
- Não são não – respondeu a Ana segura de si.
- Qual é a diferença, Ana? – Perguntei.
- O Vazio é vazio e o Nada é nada – respondeu.
- Hum… Consegues dar um exemplo de Vazio e de Nada?
- Sim, consigo. O Vazio é como ter um estojo sem nada lá dentro. Está vazio.

- O Nada é não existir estojo, nem sala, nem nós, nem nada – esboçando um sorriso de quem sente que esteve à altura da situação.

- Então antes do Universo era como um estojo vazio? - Insisti.
- Sim, era.
Mais uma vez o Pedro pediu a palavra pois não tinha ficado convencido com a hipótese da Ana.
- Não pode ser – afirmou confiante. - Se havia um estojo esse estojo era o Universo, e aí temos de pensar o que havia antes do estojo.
- Só pode ser Nada, a hipótese da Inês tem de estar certa – disse o Gil assertivo.
Alguns alunos não se mostraram totalmente convencidos com esta ideia de que antes do Universo “não havia Nada”.
- Tinha de existir alguma coisa – ouviu-se dizer ao fundo.
No entanto já não havia tempo para investigar mais. Deixei os alunos a discutir no intervalo este problema metafísico inquietante e aparentemente irresolúvel. É este o efeito da Filosofia, inquieta e não nos dá respostas, ou antes, inquieta porque não nos dá respostas.
Deixei o 4ºA e dirigi-me umas salas ao lado para o 4ºB onde me esperava outro Diálogo Filosófico igualmente inquietante mas agora acerca do Tempo. (ver 2ª parte)
FILOSOFIA COM PAIS E FILHOS – UM DESAFIO!

Projecto Filósofos a Brincar
Filosofia no pré-escolar e 1º ciclo
ouvir | dialogar | pensar
DESAFIO AOS PAIS – Diálogo Filosófico com os seus filhos
Aqui vai um desafio que lançamos aos pais, um pequeno exercício de Filosofia com Crianças para que cultivem o Diálogo Filosófico com os seus filhos.
Exercício: Bem e Mal
Objectivos
A questão da Universalidade ou Relatividade dos valores de “Bem e Mal” é um tópico filosófico que está muito longe de obter o consenso entre os filósofos, mesmo os filósofos a sério. Com este exercício pretendemos colocar as crianças em situações de diálogo que as levem a compreender que o “Bem e o Mal” nem sempre são conceitos rígidos e imutáveis mas que por vezes são “relativos” às circunstâncias e aos contextos em que se inserem. O que às vezes é bom outras vezes é mau, o que para mim é bom, para ti é mau, o que ontem foi bom hoje é mau, etc. Outras vezes o Bem e o Mal podem ser considerados “universais”.
Ao manter um Diálogo Filosófico com os seus filhos não se esqueça que o foco desse diálogo deve ser sempre o que eles pensam e não o que nós queremos que eles pensem. Evite conduzir os seus pensamentos para aquilo que acha que são o “Bem e o Mal”, afinal está a dialogar com Filósofos, mesmo que a brincar!
Exercício de Filosofia com Pais e Filhos
0 – Estímulo: Vamos pensar em coisas Boas e coisas Más.
1 – Coisas boas – Peça aos seus filhos que pensem em algo que considerem Bom (pode ser um objecto, uma acção, um acontecimento, uma ideia, etc.).
2 –É sempre bom? – Para conseguir que as crianças pensem um pouco mais além da sua resposta inicial (normalmente intuitiva e imediata) perguntar-lhes se isso é sempre bom, ou se às vezes é mau e quando.
3 – Coisas más – Deixar que as crianças pensem numa coisa que considerem Má.
5 – É sempre mau? – Da mesma forma que com as “coisa boas”, perguntar se isso é sempre mau, ou se às vezes é bom.
Dicas para manter um Diálogo Filosófico com os seus filhos
- “Não ensine os seus filhos, pense com eles.” Tenha sempre presente esta regra geral para qualquer Diálogo Filosófico que mantenha com os seus filhos.
- Procure prestar atenção ao Diálogo que os seus filhos mantêm entre eles e consigo. Ouça as suas razões sem as censurar ou avaliar. Durante o Diálogo Filosófico “suspenda” as suas funções de pai que ensina e guia e torne-se num amigo que investiga e descobre com eles os problemas que têm pela frente.
- Durante o Diálogo os pais devem procurar que as crianças pensem elas mesmas em exemplos que ilustrem o que pensam e justifiquem o que dizem. Algumas “palavras mágicas” são verdadeiros estímulos ao pensamento: “Porquê?”, “Quando é que isso acontece?”, “Podes dar um exemplo?”, “O que é que isso quer dizer?”, etc.
- Evitar pensar por elas dando-lhes pistas ou influenciando-as através de perguntas retóricas (“Não achas que…”). Uma pergunta retórica é uma forma pouco honesta de levar alguém a pensar e dizer o que queremos. Se o fizermos estamos a negar às crianças o prazer e a responsabilidade de pensarem por elas próprias (com todas as frustrações, incompreensões e erros que isso acarreta). As crianças percebem muito bem quando é esperado alguma resposta delas e não hesitam em fornecê-la aos pais (ou professores) mal a detectam. Esse é o caminho mais fácil, que não devemos seguir!
- Não se esqueça, a Filosofia não é um exercício de adivinhação em que é suposto aos alunos adivinhar a resposta certa que os pais (ou os professores) julgam saber mas, antes, um exercício de construção de um pensamento único e pessoal e, como tal, de construção de uma identidade única e pessoal através do diálogo com aqueles que nos são próximos.
Tenham boas ideias!
O Projecto Filósofos a Brincar: Filosofia no pré-escolar e 1º ciclo é dinamizado por Tomás Magalhães Carneiro (Grupo OFFilo – Instituto de Filosofia da UP)
Filosofia com Crianças n´ O Barquinho
Projecto Filósofos a Brincar
Filosofia no pré-escolar e 1º ciclo
ouvir | dialogar | pensar

EXERCÍCIO: BEM E MAL
Objectivo Geral
Um dos objectivos principais do Projecto Filósofos a Brincar é que as crianças aprendam a prestar atenção ao diálogo entre elas próprias adquirindo dessa forma as atitudes adequadas ao pensamento filosófico maduro e à resolução conjunta de problemas.
Como acontece com o exercício físico, quanto mais praticarmos o exercício do pensar melhores pensadores nos tornamos e, como também acontece com o exercício físico, a aprendizagem do pensar é mais produtiva quando é feita em grupo e de forma divertida.
Com este exercício não pretendemos ensinar às crianças quais os valores correctos e errados – o “Bem” e o “Mal” – uma vez que a transmissão de conhecimentos e crenças mais ou menos dogmáticas é algo profundamente estranho à Filosofia com Crianças. Pretendemos, isso sim, oferecer-lhes um espaço livre onde possam testar e arriscar as suas próprias ideias e hipóteses acerca do “Bem e do Mal” dando-lhes assim os instrumentos que lhes permitam mais tarde (já adolescentes e adultos) pensando pelas suas próprias cabeças defender-se de forma crítica daqueles que lhes querem dogmatizar acerca do que é (ou deve ser) o “Bem” e o “Mal”.
O foco principal destas sessões de Diálogo Filosófico está nas intervenções das crianças e não numa pretensa “resposta correcta” que o professor julga saber e os alunos devem procurar descobrir. É cultivando e respeitando esse pensamento ao mesmo tempo autónomo e colaborativo que queremos habituar as crianças a pensarem de facto pelas suas próprias cabeças e em conjunto com os outros. Queremos ouvir as crianças e fazer com que se ouçam umas às outras. Este ouvir e ser ouvido, juntamente com o pensar de forma autónoma e crítica sobre os problemas que vão surgindo é, a nosso ver, a essencia do filosofar.
Objectivos Específicos
Pensar sobre os conceitos de “Bem e Mal” por forma a compreender que estes não são conceitos rígidos e imutáveis mas que por vezes se moldam às circunstâncias e aos contextos. O que às vezes é bom outras vezes é mau, o que para mim é bom, para ti é mau, o que ontem foi bom hoje é mau, etc.
Para conseguirmos que as crianças pensem um pouco mais além da sua resposta inicial (mais intuitiva e imediata) perguntamos-lhes se “isso é sempre bom, ou se às vezes é mau.” Desta forma lançamos os nossos Filósofos a Brincar numa investigação filosófica em torno da Universalidade ou Relatividade dos valores de “Bem e Mal”, um tópico filosófico que ainda está longe de obter o consenso entre os filósofos, mesmo os filósofos a sério.
Sessão de Filosofia com Crianças no Jardim de Infância “O Barquinho”
(Grupo dos 4-5 anos)
(Tomás) “Vamos pensar em coisas Boas e em coisas Más.”
Coisas boas – tratar bem os idosos; ser amigo dos amigos, não ferrar; emprestar os brinquedos; não se portar mal; não arranhar; ser bom para os polícias; ser amigo dos outros.
(Tomás) “E destas coisas boas, há alguma que às vezes seja má?”
Coisas boas às vezes más – “Às vezes emprestar os brinquedos é mau pois se forem pequeninos podem estragar-se.”
Coisas más – “Cuspir um ao outro.”; “Bater aos outros.”; “Prender pessoas.”; Dar um murro.”; “Arranhar.”; “Gritar à mesa.”; “Gritar aos ouvidos.”; “Tirar os brincos.”
(Tomás) “E destas coisas más, há alguma que às vezes seja boa.”
Coisas más que às vezes são boas
“Quando não nos cospem é bom.”; “Dar um murro devagar não é mau.”; Quando os outros arranham devagar é bom.”; “Gritar ao ir para a cama é bom (não houve consenso do grupo quanto a estar resposta)”; “Gritar ao ir para a piscina é bom (aqui sim, houve consenso).”
(Tomás) “Gostaram da sessão? Foi boa?”
“Foi boa e má.”
(Tomás) “Porquê?”
“Não podia ser só má.”
Projecto: Filósofos a Brincar (pré-escolar e 1º ciclo)
Professor: Tomás Magalhães Carneiro | Grupo OFFilo – Instituto de Filosofia
Contactos: tiomas@yahoo.com | http://filosofiacritica.wordpress.com/
Instituições que recebem o projecto Filósofos a Brincar:
- Escola Infantil “A Flor” (Carvalhido, Porto)
- Jardim de Infância “O Barquinho” (Leça da Palmeira, Matosinhos)
- Associação de Solidariedade Social “De Mãos Dadas” (Rio Tinto, Porto)
- Colégio Oceanus (Valadares, V.N.Gaia)
- Colégio do Sardão (Oliveira do Douro, V.N.Gaia)
- Colégio do Sagrado Coração de Jesus (Lisboa)
- Colégio Luso-Internacional do Porto – CLIP (Porto)
- Universidade Júnior do Porto (Julho e Agosto)
- Colégio do Sagrado Coração de Maria (Lisboa)
Foto-Revista Café Filosófico 100
Agradeço aos autores, os meus amigos
Chantal Guilhonato, José Rui Moreira Correia, Paulo Jorge Pereira
e a todos os que ao longo destes três anos me acompanharam nesta “escada em espiral” que é a Filosofia. Muitos deles estão nas páginas desta revista, muitos outros estão presentes de outra forma.
Abraços a todos!
Centésimo Café Filosófico
A 30 de Novembro de 2008 (ver cartaz) iniciámos no Clube Literário do Porto estes encontros regulares de Diálogo Filosófico, sempre aos últimos domingos de cada mês, o Café Filosófico.
Entretanto o Café Filosófico viajou para outros locais (museus, bibliotecas escolas, estabelecimentos prisionais, palácios, etc.), mas sempre animados pela sua vontade fundadora em discutir ideias, descobrir problemas filosóficos, cultivar a dúvida e o espírito crítico e ouvir o que os outros têm a dizer sobre os problemas mais fundamentais da humanidade: ”Para quê pensar?”; “O que é a Beleza?”; “A verdade existe?”; “Somos Livres?”; etc).
Um Café Filosófico é, na verdade, uma forma de recriarmos nos dias de hoje o espírito de curiosidade, aventura e confronto de ideias que conhecemos dos diálogos platónicos entre Sócrates os seus amigos na ágora ateniense há 2500 ano atrás.
No próximo domingo, dia 27 de Novembro às 17h00, o Café Filosófico assinala o seu terceiro aniversário, curiosamente na sua 100º sessão e, afortunadamente, no preciso local onde nasceu: o Piano-Bar do Clube Literário do Porto.
Será servido um Porto de Honra gentilmente oferecido pela Porto Ramos Pinto.
CAFÉS FILOSÓFICOS TODAS AS TERÇAS DE NOVEMBRO
Local: E-Learning Café, Porto (metro: Pólo Universitário)
8 de Novembro – Bem e Mal (vídeo)
15 de Novembro – Eu e Outro
22 de Novembro – A Beleza (vídeo)
29 de Novembro – O que é a filosofia? (vídeo)


Notas dos 100º e 102º Cafés Filosóficos aqui.